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Editoriais » Sociedades dos Advogados - 6ª edição

Advogados associados por um Brasil melhor

Por Pedro Henrique B. Reynaldo Alves, presidente da OAB-PE
Pedro Henrique B. Reynaldo Alvez, presidente da OAB-PE

A evolução da advocacia, desde a Grécia Antiga até hoje, se confunde com o avanço civilizatório das nações na direção das liberdades democráticas, sendo certo afirmar que o respeito e a valorização de nossa profissão em cada País estão diretamente relacionados com o nível de cidadania de seu povo. Quanto menor é a participação direta do cidadão nos destinos da sociedade e do próprio Estado, maior é o desprestígio do advogado, que vê sua atuação reduzida a um papel meramente formal e burocrático, já que nesses países o poder se concentra e é exercido de maneira desassociada dos direitos individuais e coletivos dos concidadãos, em nada se assemelhando a um Estado de Direito.


No Brasil, se hoje experimentamos uma consolidação das instituições democráticas, com imprensa livre, Poder Judiciário independente e uma Constituição Cidadã, que este ano completa 25 anos de sua promulgação, muito devemos à luta de milhares de corajosos brasileiros, dentre os quais notáveis advogados que, como Sobral Pinto, nunca se curvaram aos poderosos de plantão nem venderam suas generosas almas em troca de cargos de prestígio ou fortuna pessoal, perseguindo os ideais republicanos durante os períodos mais sombrios de nossa história.


A nossa Constituição, assim como a Lei Federal nº 8.906/94, coloca o advogado no mesmo patamar do Juiz e do Promotor de Justiça, determinando a ausência de hierarquia entre esses operadores da justiça, como forma de elevar o cidadão brasileiro ao papel de protagonista do Estado de Direito, pois dele emana todo o poder, que em seu nome deve ser exercido e para ele destinado. Isso confere ao advogado brasileiro, não um privilégio diante de outras categorias profissionais, mas um múnus público de transformar nossa realidade social.


Certamente que muitos de nossos princípios e normas constitucionais carecem de efetivação, sendo este talvez o principal papel do advogado na atual quadra histórica de nosso País: efetivar os valores da dignidade humana, justiça social e cidadania, que embora consagrados em nosso ordenamento jurídico, ainda se ressentem de concreto implemento na vida dos brasileiros. Essa missão é exercida através da luta por melhoria nos serviços públicos, em especial os de saúde, educação e transporte, redução acentuada dos elevadíssimos índices de corrupção em todas as esferas de poder e o aprimoramento da representação popular, por meio de uma reforma política que possa minimizar a interferência do poder econômico nas eleições de nossos dirigentes e parlamentares e aproximá-los mais da sociedade que representam.


As sociedades de advogados de nosso Estado, parte delas mais uma vez apresentadas pela Negócios PE em sua 6ª edição especial, não estão alheias a essas bandeiras da advocacia e da OAB. Muito ao revés, enquanto entidades organizadas de profissionais da advocacia, estão igualmente comprometidas com o aprimoramento de nossas instituições jurídicas e democráticas, com a defesa dos direitos humanos, qualidade do ensino e da cultura jurídica, assim como com a guarda e efetivação de nossa Constituição Federal, obrigações constantes do juramento legal que presta todo o advogado ao ingressar nessa belíssima carreira.

Por Pedro Henrique B. Reynaldo Alves, presidente da OAB-PE

Sociedades dos Advogados - 6ª edição
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