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Perfis » Negócios PE - 36ª Edição

Andando com a boa sorte

Com a experiência de comandar diversos trabalhos em Pernambuco e no exterior, o engenheiro Cláudio Cavalcanti é sempre procurado pela sua capacidade profissional

Por Beto Lago, com foto de Bosco Lacerda

O engenheiro civil Cláudio Cavalcanti faz parte de um grupo de prestígio no Brasil. Com quase 40 anos de experiência nas áreas pública e privada, ele é um dos profissionais procurados pelas grandes construtoras para dar consultoria em importantes obras e projetos espalhados pelo País e também no exterior.

O currículo de Cláudio Cavalcanti teve início em 1977, quando conseguiu estágio na prestigiada Fundação do Desenvolvimento da Região Metropolitana (Fidem), órgão ligado à Secretaria de Planejamento do Governo de Moura Cavalcanti.

Cláudio Cavalcanti coordenou o projeto de reforma de 45 prédios e logradouros públicos da cidade de São Luís do Maranhão

O órgão foi criado com a política de descentralizar as ações do governo, buscando a regionalização do planejamento e gestão dos financiamentos. Hoje, faz parte da Agência Condepe/Fidem, que incorporou as funções de outros órgãos. “Trabalhar na Fidem era sinal de prestígio, ali estavam profissionais altamente capacitados e que não tinham os vícios das antigas instituições”, explica.

O detalhe é que no primeiro ano dentro da Fidem Cláudio Cavalcanti conquistou a chefia da Divisão de Projetos Especiais, coordenando a implantação do Programa de Centros Sociais Urbanos da Região Metropolitana. “Um ano depois que entrei no órgão estadual, já fui indicado para coordenar este programa, com a implantação de 23 unidades em vários municípios, com valores de hoje na ordem de 7 milhões de dólares”, relembra Cláudio.

Em seguida, foi coordenador local do programa da Empresa Brasileira de Transporte Urbano (EBTU), com verba do Bird. O projeto consistia em investimentos na área de infraestrutura de transportes urbanos e envolvia valores de 45 milhões de dólares (custo atualizado).

Logo depois que se formou, com 27 anos, Cláudio Cavalcanti foi convidado por Antão Luiz Neto, então secretário de Transporte do Governo de Marco Maciel, para assumir a diretoria geral adjunta do DER de Pernambuco. “Foi uma nova experiência. Saí de uma experiência de conhecimento da Região Metropolitana e comecei a entender a dimensão do Estado. Nos três anos que estive por lá foram implantados mais de 2 mil quilômetros de estradas e mais de 900 quilômetros de estradas asfaltadas, com investimentos na casa dos 400 milhões de dólares”.

No Governo Roberto Magalhães, em 1985, foi convidado para assumir o Instituto de Previdência dos Servidores do Estado (Ipsep), substituindo Carlos Alberto Oliveira. Além da Previdência, o Ipsep também tinha um programa de construir casas para os funcionários; o programa Pro-Lazer, que incentiva o turismo interno para os funcionários; além do Hospital dos Servidores, que passou por uma ampla reforma na gestão anterior e toda a infraestrutura funcionava em perfeito estado.

Cláudio planejou um novo programa dentro do Ipsep. Por ser um órgão com dinheiro em caixa, a ideia era criar um programa de empréstimo consignado ao funcionalismo público. “Foi um sucesso na época, pois não afetou o caixa do Ipsep e também era benéfico para os funcionários que buscavam crédito para pequenas reformas em casa ou a compra de um novo carro, por exemplo. Acontecendo isso, o retorno era a satisfação deles no dia a dia do trabalho”.

Depois de passar por outros trabalhos na área governamental, Cláudio Cavalcanti tentou abrir duas empresas: a Lacis Empreendimentos (que trabalhava na área de prestação de serviços de engenharia) e a Itajuba Locações (que locava automóveis, máquinas e equipamentos). Durante este período, começou a se especializar na gestão de projetos. A experiência na área governamental e o desejo de ser responsável pelo planejamento e controle da execução de projetos falaram mais alto.
O primeiro trabalho foi no Centro de Artes Cerâmicas Francisco Brennand, assumindo a coordenação executiva da construção da área de exposições das obras de arte e da reforma do auditório. Era uma obra de US$ 1,5 milhão, em uma área total de 1.800 metros quadrados. Era o momento de dar um salto na sua vida profissional.

E foi a ATP Engenharia quem deu essa oportunidade para Cláudio Cavalcanti, com trabalhos em países africanos. “Fui diretor e responsável pelas atividades de articulação e definição de macro cenários em Angola, Gana, São Tomé e Príncipe, Gabão e Guiné Equatorial”, conta.

Projetos de obras de geração hídrica e distribuição de energia nas usinas hidrelétricas e eletrificação rural, além de projetos, planejamentos de sistema transporte público e de saneamentos estavam sob a sua coordenação. Por conta desta experiência, Cláudio Cavalcanti acabou voltando ao Brasil, ao ser contratado pela Geosistemas Engenharia e Planejamento Ltda., para coordenar as atividades de expansão em outros estados brasileiros.

Foi na empresa que o engenheiro acabou sendo o responsável pelo projeto de restauração do sítio histórico de São Luís do Maranhão. “O local tem o tamanho dez vezes maior que Olinda. A ideia foi estruturar um programa de investimentos, com recursos do Governo Federal, para recuperar o sítio histórico”, afirma Cláudio. São Luís foi declarada, em 1997, Patrimônio da Humanidade. O projeto previa a reforma de 45 prédios e logradouros públicos, ao custo de R$ 133 milhões, dentro do PAC Cidades Históricas, do Governo Federal.

 

EDUCAÇÃO

E é com toda essa bagagem profissional que Cláudio Cavalcanti defende uma ampla reformulação no modelo educacional para que o segmento da construção civil possa sair deste momento complicado que atravessa a economia brasileira. “A questão da mão de obra precisa de ações emergenciais. A competitividade e a inovação estão em moda no mundo inteiro. Hoje, as empresas não falam apenas em eficiência, mas em inovação. O Brasil está muito atrás”, comenta Cláudio Cavalcanti.

Ele conta que o fortalecimento das empresas brasileiras precisa passar pela boa estruturação das equipes de trabalho. “São aspectos importantes que o empresariado tem que observar, e cuidar, porque na época de crise, a competência, a inovação vai ter mais peso, vai fazer a diferença”.

Olhando o mercado da construção civil com muita preocupação, destacando a total dependência do Governo Federal para investimento e uma taxa de crescimento baixa, Cláudio Cavalcanti questiona a falta de sinalização de políticas públicas do Governo.

“Precisamos mudar o atual quadro de políticas para todas as áreas. Na construção civil, a política de obras de infraestrutura é fundamental. O empresariado não tem confiança em investir, mesmo que esse retorno seja menor. Ele quer respaldo e um risco menor nos seus investimentos”.

Experiências acumuladas em diversas áreas de atuação moldaram o profissional Cláudio Cavalcanti. A formação como engenheiro, passando pelo gestor de órgãos estaduais – de mobilidade urbana, saúde e transporte – deu a ele necessária bagagem para encarar os desafios.

“Isso foi importante para construir minha formação, mas sempre tive a sorte ao meu lado. Quando a gente procura, ela sempre acompanha. Você capacita, você procura, você persegue, você consegue. Não é nenhum demérito contar com a sorte na sua vida, seja pessoal, seja profissional. Para mim, as coisas sempre apareceram. E se um dia eu precisar procurar, vou a campo”, explica, com entusiasmo. A sorte é fácil de ser encontrada quando contamos a história de Cláudio Cavalcanti.

Negócios PE - 36ª Edição
Revista Negócios PE

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