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Opinião » Negócios PE - 39° Edição

Caruaru, um olhar sobre o presente e o futuro

Se tomarmos a Prefeitura como termômetro, o ambiente de Caruaru está longe daquele de
centenas de municípios, ora fortemente impactados pela queda das receitas, ora vitimados
pelo encolhimento dos negócios e da geração de emprego e renda. Em resposta ao quadro
recessivo do país, os empreendedores, ao lado do Poder Público, trabalham para manter
o dinamismo da cidade líder da região.

Se tomarmos a Prefeitura como termômetro, o ambiente de Caruaru está longe daquele de centenas de municípios, ora fortemente impactados pela queda das receitas, ora vitimados pelo encolhimento dos negócios e da geração de emprego e renda. Em resposta ao quadro recessivo do país, os empreendedores, ao lado do Poder Público, trabalham para manter o dinamismo da cidade líder da região, que passou por intenso crescimento em tempos recentes, notadamente nos setores de comércio e serviços, suas principais locomotivas do desenvolvimento, como atesta o IBGE ao configurar o perfil econômico da cidade líder do Agreste Central.

Um exemplo dessa realidade é a implantação do III Módulo do Distrito Industrial. São 27 terrenos que estão sendo doados aos empresários que se instalarão no local, a ser contemplado com a pavimentação de oito ruas e sete avenidas, distribuídas no espaço total com mais de 57 hectares. A previsão de gerar acima de 3.000 postos de trabalho é um horizonte factível para a Secretaria de Desenvolvimento Econômico.

É de se destacar, ainda, o peso dos investimentos da Prefeitura em 2016, como dado a influenciar a atividade econômica local. Serão mais de R$ 50 milhões em obras nos setores de infraestrutura, educação, saúde, mobilidade urbana e ação social. Essa perspectiva destoa do estado de penúria de expressiva parcela dos municípios de Pernambuco, ora impactados com a queda da arrecadação dos repasses oficiais, ora vitimados pela fraca arrecadação própria.

Caruaru, por óbvio, também sente a crise recessiva do país. Seria ingênuo, e temerário, ignorar os fatos, ainda mais se tratando da gestão pública, cujas decisões se desbordam à população como um todo. Todavia, a nossa visão é a de buscar alternativas, considerando que as crises, como as tempestades, cumprem ciclos e não se eternizam, nem podem ser pretexto para impedidr ações criativas e a adoção de estratégias que mirem também o longo prazo e os períodos de recuperação e retomada da geração de emprego e renda.

Por exemplo, o crescimento da arrecadação própria do Município tem sido perseguido, sem exageros, para suprir as necessidades de custeio, como os salários do funcionalismo e os fornecedores de serviços essenciais. Tal estratégia, de resto apoiada em recomendação dos órgãos de controle das finanças municipais, tem dado a Caruaru, até aqui, a condição de enfrentar a queda geral do PIB, do país e da região, em condições razoáveis, mais próximas do equilíbrio possível do que de impasses insolúveis nas contas públicas.

José Queiroz é Prefeito de Caruaru

Claro que a situação de Caruaru contribui, dada a sua condição de cidade polo no Agreste Central, posicionada na confluência de duas rodovias estratégicas, como as Brs 232 e 104, que tem acesso privilegiado ao intercâmbio com um mercado de mais de dois milhões de pessoas, no entorno regional, e conexão permanente com todo o interior do Nordeste. Isso explica, certamente, porque a crise geral teve efeitos bastante atenuados na Terra de Vitalino.

As informações coligidas pela Secretaria de Desenvolvimento dão conta da manutenção de investimentos privados, expressivos, na hotelaria, na indústria e até na construção civil, setor mais impactado pela retração geral, conforme dados do CAGED. A menor intensidade no ritmo de obras ou de lançamento de novos empreendimentos não deixa de ser um dado importante a considerar, tendo em vista que o quadro de recessão tem sido mais severo com alguns dos mais poderosos centros de atividade produtiva, inclusive do Sudeste.

Caruaru, ao contrário, tem uma programação de entrega de obras, tanto estaduais como do município, com o potencial de ocupar mão de obra e otimizar a prestação de serviços, envolvendo novos fornecedores e circuitos significativos de fornecimento de insumos. É o caso das duas UPAs, municipais e cinco Unidades Básicas de Saúde a serem entregues neste semestre; o início da retificação de canais e cursos d’água na área urbana; o asfaltamento de inéditas estradas rurais e calçamento em mais de 50 ruas; a inauguração do Hospital de Mulher e da Escola Técnica ambos do Estado; e a pavimentação asfáltica de linhas de ônibus, com vistas à mobilidade urbana. Isso tudo conexo à manutenção da dinâmica de expansão do polo universitário e do polo médico, ambos impulsionados pelo posicionamento da cidade como capital microrregional.

Noutro plano, o da inovação, cabe relevar o novo enfoque da produção da Sulanca, agora voltada para criação de moda, sem desprezar o vestuário casual e utilitário que caracterizou a produção do setor desde suas origens. Iniciativas de entidades como o SEBRAE e o SENAC, por exemplo, no sentido de formar trabalhadores com perfil adequado aos tempos atuais, tem marcado o ambiente econômico local em que não há ruídos de comunicação entre o Poder Público e as entidades empresariais. A resultante de tal entendimento tem sido a desburocratização crescente das relações mútuas, em favor da agilidade de investimentos e iniciativas, lado a lado com a política de incentivos, sobretudo aos empreendedores que desbravam espaços ou buscam nichos de negócios marcados por originalidade e ousadia.

É de se focalizar, ainda, a nova feição urbana de Caruaru e os investimentos do município na qualidade de vida. A construção de cinco parques ecológicos, a criação de ciclofaixas e a implantação das ruas e espaços de lazer compõem uma imagem nunca vivida pela Capital do Forró. O cuidado com a qualidade da urbanização tem um efeito psicológico inegável nos moradores e naqueles que nos visitam. O investimento em espaços multifloridos, funcionais, bem iluminados e devidamente sinalizados à luz da acessibilidade funciona como uma vitrine multifacetada, a ofertar imagens de modernidade e responsabilidade para com o bem estar das pessoas.

Neste sentido, o Alto do Moura, renomado centro da arte figurativa do barro, e hoje expressivo polo da gastronomia regional, contará, ainda neste primeiro semestre, com um Receptivo Turístico, Estacionamento para mais de 800 veículos, Casa da Mulher Artesã e ações de requalificação paisagística, sem perda dos traços típicos da antiga comunidade rural, tudo isso através do Projeto Revitalino. Esse investimento da Prefeitura inevitavelmente terá repercussões importantes para o turismo interno e oriundo do exterior.

Não apenas Capital do Forró, não só a Terra de Vitalino, não mais o bairrista País de Caruaru. Agora, nos tempos da comunicação planetária em tempo real, a cidade aberta ao desenvolvimento, à atualização permanente. São mais de duzentos anos das origens até aqui. Tempo suficiente para o aprendizado de que crise se enfrenta com trabalho. Sem otimismo ingênuo, mas com as antenas voltadas ao futuro. Sempre promissor.

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