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Artigos » Negócios PE - 36ª Edição

Cenário de rentall no Estado de Pernambuco

por João Carvalho (Presidente do Sindileq-PE)

O Sindicato da Empresas Locadoras de Equipamentos, Máquinas e Ferramentas de Pernambuco (Sindileq) tem 13 anos de existência e 70 empresas associadas. Devemos destacar que a atividade vivenciou nos últimos anos um considerável desenvolvimento em decorrência dos projetos estruturadores no Estado, elevando a qualidade dos serviços prestados. Este segmento ainda contempla empresas pioneiras no setor de atuação, ou seja, empresas que ainda estão em fase de transição para a segunda geração de dirigentes, tornando o setor bem jovem. Sem contar com a quebra de paradigma de um mercado que não considerava a '’locação’’ como opção competitiva e estratégica em contratos de média a longa duração, tornando a cultura de aquisição o costume da época. Um grande erro.

Foto: Carius Franclei por Lacerda Estúdio

O fato é que não contemplávamos investimentos de porte necessários para o desenvolvimento do setor até 15 anos atrás. Era comum termos um ou outro investimento em infraestrutura por momento de Governo, como a BR-232, o Metrô do Recife, o Aeroporto, o Porto de Recife e o de Suape, que marcaram época, bem diferente do quadro atual de oportunidades. O que hoje não se faz representativo em meio aos últimos investimentos em Pernambuco, apesar de paralisados.

Considero que o setor vive um momento nunca antes vivido. Com a chegada dos grandes investimentos, as locadoras tiveram de se adaptar ao novo '’momento’’, no aspecto organizacional, de incremento em número e qualidade nos equipamentos, acarretando em uma alavancagem de capital e comprometimento com bancos e investidores na modernização e aumento do parque de equipamentos. Temos hoje a capacidade de atender facilmente a grandes obras. Esse foi um grande passo, mesmo considerando as atuais consequências vividas, como inadimplência elevada e escassez de obras. Digo e repito: investir em equipamentos é investir a longo prazo. É uma atividade de capital intensivo; '’Quem tem um para locar, não tem nenhum’’.

O setor de construção civil, nosso principal mercado de atuação, foi um dos primeiros a perceber o momento em que o Estado se encontra. Obras paralisadas, grandes empresas em processo de recuperação judicial, clientes envolvidos na operação '’Lava-Jato’’ e poucas perspectivas de melhoria a curto prazo. Os principais afetados estão sendo as pequenas empresas, que não possuem receita pulverizada ou mesmo as que possuem elevado comprometimento com financiamentos.

Um dos indicadores que podem medir a realidade do setor é a '’taxa de ociosidade’’ de equipamentos das empresas. Quando comparadas com 2012, saltaram de uma média de 10% para 50% do parque de equipamentos ociosos. Isso significa que além do elevado índice de inadimplência, boa parte das empresas possui elevados comprometimentos financeiros para a manutenção da operação com significativa redução de receita. É bem preocupante.

Apesar do delicado momento, podemos considerar que existem dois cenários: o do Brasil e o de Pernambuco, que é um dos Estados que possuem o maior número de obras inacabadas e estruturais para um sólido desenvolvimento. Em Suape temos, no mínimo, mais de dois anos de obra para a conclusão da Refinaria. No Interior, precisamos retomar investimentos essenciais para darmos continuidade ao desenvolvimento do Estado, como a Transposição e a Transnordestina. Em Goiana, precisamos viabilizar a infraestrutura necessária para atender à indústria automobilística. Deveríamos ter demanda para a vida inteira. O Estado carece de infraestrutura e sem equipamento não se faz obra.

Temos orientado as empresas para que possam superar os próximos meses e sair preparadas para um novo ciclo de crescimento. Acreditamos que em 2016 a atividade será impulsionada pela retomada do crescimento. Afinal, a atividade de locação de equipamentos é parte fundamental do processo de realização de grandes obras. Onde o cliente evita o imobilizado, os desgastes operacionais e ainda não assume o risco de paralisações de frentes de serviço, o que tem sido bastante corriqueiro.

João Carvalho é presidente do Sindileq-PE
presidencia@sindileq-pe.org.br

Negócios PE - 36ª Edição
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