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Economia de escala

O mercado de saúde está aquecido

O mercado de saúde está aquecido. A chegada de empresas nacionais que fizeram aquisições locais ou acordos operacionais de gestão deixou evidente a busca pela criação de escala para reduzir custos operacionais e manter ou ampliar a rentabilidade das operações.

Em 1999 o Cerpe havia sido fortemente sondado pelos gigantes Dasa e Fleury (laboratórios paulistas classe A) dono da marca NKB que foi criada para viabilizar o atendimento a outros públicos e nacionalizar a atuação. Em Pernambuco, a NKB comprou inicialmente três laboratórios (citados na matéria anterior) e, mais recentemente adquiriu o Lapac.

A vinda da rede de hospitais carioca Labs D’or que assumiu a gestão do Hospital Esperança num negócio estimado em R$25 milhões sem os ativos operacionais, comprou metade do Prontolinda e negocia em estágio avançado um acordo operacional de gestão com o Complexo Hospitalar São Marcos também sinaliza essa tendência.

No segmento de Planos de saúde a empresa cearense Hapvida, maior operadora do Nordeste com 650.000 vidas comprou a Santa Clara que administrava 58.000; a paulista Medial que responde por quase 2 milhões de vidas anunciou a compra de 49% do Grupo Saúde que tem uma carteira de 79.000 vidas, com a garantia firmada de aquisição dos outros 51%.

Há apenas 1,5 ano, a MMS saúde absorveu a carteira do Semepe focando em planos empresariais. Recentemente, a operadora anunciou a ampliação do seu escopo, lançando um plano para pessoas físicas dirigido ao público C e D com o objetivo de atingir 130.000 vidas e expandir a atuação para o Nordeste.

A verticalização da cadeia dos prestadores de serviço foi o caminho encontrado para fazer frente ao poder de barganha dos planos de saúde, os grandes clientes dos laboratórios, hospitais, clínicas e centros de diagnóstico. Estes, por sua vez, tiveram que buscar a expansão das áreas de cobertura também pela necessidade de construírem economia de escala. Dificilmente uma operadora sobreviverá por aqui sem que construa uma carteira de pelo menos 100.000 vidas.

Dr. Mardônio Quintas, Presidente do Sindicato dos Hospitais de Pernambuco, Sindhospe, alerta para os evidentes perigos dessa verticalização integral da cadeia afirmando, “É necessário que haja uma vigilância intensa por parte da ANS (Agência Nacional de Saúde) e das associações que representam os usuários porque existe uma tendência de queda na qualidade dos serviços na medida em que o usuário se tornará refém da rede assistencial, que oferecerá, nesse contexto, poucas alternativas para mudança em caso de descontentamento” conclui. 

Negócios PE - 6ª Edição
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