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Opinião » Negócios PE - 42ª Edição

Empreender com inovação

Na era da globalização cada vez mais intensa, o Brasil despenca em indicadores globais. Em 2014, o World Economic Forum, indicador de competitividade global, registrou que o país estava em 57º lugar num ranking de 144 países, e em 2015 caiu para a 75ª colocação. Segundo o indicador de inovação global INSEAD, organização de propriedade intelectual, há dois anos a posição do Brasil era a 61ª; no ano passado caiu para o 70º lugar.

Na era da globalização cada vez mais intensa, o Brasil despenca em indicadores globais. Em 2014, o World Economic Forum, indicador de competitividade global, registrou que o país estava em 57º lugar num ranking de 144 países, e em 2015 caiu para a 75ª colocação. Segundo o indicador de inovação global INSEAD, organização de propriedade intelectual, há dois anos a posição do Brasil era a 61ª; no ano passado caiu para o 70º lugar.


Outros indicadores apresentam posições ainda piores do Brasil. De acordo com o GEDI Institute, indicador de empreendedorismo global, o Brasil ocupa o 92º lugar numa lista de 131 países. O indicador de liberdade econômica do The Wall Street Journal/The Heritage Foundation aponta o Brasil na 122º posição numa relação de 178 países pesquisados.


O cenário urge por ações efetivas para estimular o empreendedorismo inovador. Estamos na era em que as empresas e nações se diferenciam cada vez mais pela inovação. Inovação é o alavancador da economia do mundo globalizado, e também cria sustentabilidade. Para alcançar esse estágio é fundamental investir em pesquisa e no processo de benchmark global.


Essas ações podem resultar em inovação numa escala mundial e trazer benefícios significativos para a empresa ou para o país detentor desse know-how. No Brasil, o investimento para criar inovação é muito baixo se comparado a nações desenvolvidas, obrigando-nos a pagar royalties que oneram o custo Brasil e enriquecem as empresas e as nações inovadoras.


Para alavancar esse processo, precisamos, entre outras ações, ter capacidade para atrair os melhores cérebros do mundo, como ocorre nas top universities dos Estados Unidos, do Reino Unido, do Canadá e de outros países. Nessas universidades, pesquisadores elaboram projetos colaborativos com top brains, que resultam em inovações transformadas em patentes e geram bons dividendos e prêmios Nobel àqueles países. Atrair essas top universities também é o modelo praticado na Coréia do Sul, na China, no Qatar, nos Emirados Árabes, em Cingapura, entre outros países.


As top universities instaladas no Brasil poderão ser benchmark para que o nosso modelo universitário evolua em visão, estrutura, organização e recursos e possa conquistar a credibilidade de empreendedores para juntos desenvolverem projetos inovadores. Para que isso aconteça, o governo precisa colocar a inovação no topo das prioridades, como exemplarmente acontece em Cingapura e na Coréia do Sul. Ambos foram países pobres na década de 1960 e, por terem priorizado a inovação, alavancaram seus sistemas de educação básica, que se tornaram uns dos melhores do mundo. Criaram um ecossistema atrativo para pesquisadores de alto calibre global e o resultado foi a criação de um modelo de inovação exemplar. Em Cingapura, por exemplo, um dos focos são ciências biológicas. Para criar produtos inovadores, o país organizou uma estrutura com cerca de mil PhDs originários de top universities no mundo.


A Coréia do Sul adotou modelo semelhante para outras indústrias. O processo trilhado por ambos os países exigiu um conjunto simultâneo de ações que, além das mencionadas, incentivou a capacitação de milhares de jovens e professores nas melhores universidades do mundo. Dessa forma, a receita do país cresceu o bastante para a sua renda per capita tornar-se compatível com a dos países desenvolvidos.


Há vários fatores que inibem esse processo de inovação, alavancador de crescimento sustentável de renda per capita. Entre eles, as prioridades estabelecidas pelo governo; empresas industriais, filiais de grandes multinacionais que não criam centros de pesquisa que gerem patentes nacionais; o domínio restrito da língua inglesa; modelos educacionais focados em preparar para o Enem; e a maioria das escolas de ensino superior focadas em produzir certificados de graduação.


Há cada vez mais filiais de grandes redes de ensino mundial que estão distantes de serem consideradas tops no mundo. Vamos aprender com a Coréia do Sul, Cingapura e outros países exemplares e criar um modelo brasileiro que nos torne uma das nações mais competitivas do mundo, gerando empregos de qualidade para elevar a nossa renda per capita ao nível de países desenvolvidos.

Eduardo Carvalho, diretor da ABA Global Education
Negócios PE - 42ª Edição
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