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A Essência da Crise Fiscal

A crise fiscal está no epicentro dos problemas econômicos enfrentados pelo país. O fato é que por muitos anos o Brasil vem apresentando taxas de crescimento do gasto público acima do crescimento do PIB. Além disso, gasta-se mais do que se arrecada, daí decorrendo a necessidade de se endividar para cobrir a diferença. Quando isso ocorre o Estado brasileiro é obrigado a pedir dinheiro emprestado às pessoas, às empresas, aos bancos e aos fundos de investimento, nacionais e estrangeiros. Para tanto o Tesouro Nacional emite títulos da dívida pública que são remunerados com juros acrescidos da variação na inflação oficial ou da variação de outros indexadores constantes do cardápio oficial. Para que o mercado os adquira, assim emprestando dinheiro ao governo, é necessário não só que os juros sejam atrativos para o mercado e que se situem acima da inflação, mas que sejam também seguros, isto é, que o valor aplicado originalmente mais os encargos sejam, de fato, pagos pelo Governo na data do resgate ou, fora dela, no dia em que o credor decidir recuperar o que aplicou de volta. Portanto, tem que haver segurança de que o dinheiro emprestado pelo credor seja pago pelo devedor, ou eja, pelo Tesouro Nacional. O grau de segurança do pagador é medido pelas agências de rating, sendo a melhor certificação a do grau de investimento, status que o país perdeu recentemente.

O governo deveria fazer uma poupança para pagar os encargos da dívida. Essa poupança é definida como a diferença entre receitas e despesas não financeiras, o que na linguagem dos economistas denomina-se de resultado primário. Quando a poupança é negativa, o governo tem que pedir mais dinheiro emprestado, o que significa rolar a dívida aumentado, assim, o seu estoque. O descontrole se manifesta tanto pelo crescimento do déficit primário quanto pelo aumento da relação dívida bruta-PIB.

Esta é a essência do problema fiscal brasileiro. O país apresenta desde 2014 déficits primários sucessivos, inclusive os previstos para este ano de 2016, e uma elevação da relação dívida bruta- PIB. Além disso, o déficit nominal, ou seja, a diferença entre o total das receitas e despesas vem também se elevando como uma proporção do PIB. Esta diferença aumentou de 2,96% para 10,38% do PIB entre 2013 e 2015. Por sua vez o superávit primário de 1,72% do PIB em 2013 transformou-se em déficit primário de 1,88% em 2015. E a relação dívida bruta-PIB elevouse de 53,8% para 67,6% do PIB entre 31/12/ 2013 e 31/12/2015.

Jorge Jatobá
Sócio-diretor da CEPLAN

Mercado de Trabalho

O mercado de trabalho respondeu ao ciclo de investimentos concentrado em infraestrutura, edificações e montagem de unidades produtivas. No ciclo favorável, observou-se um forte crescimento do emprego até 2010, cujo ritmo arrefece à medida que se completa a fase de implantação dos investimentos. Na sequência, diluem-se os investimentos, descarta-se parte do emprego criado, o que, ao longo de um curto ciclo, exerce um efeito negativo sobre o restante da economia.

 

Ceplan Consultoria Econômica e Planejamento | www.ceplanconsult.com.br | facebook.com/CeplanConsultoria

O drama do desemprego

O desemprego atinge as pessoas de forma diferente, por idade, sexo e grau de instrução, penalizando os mais vulneráveis, especialmente os jovens, as mulheres e aqueles com pouca educação. Em Pernambuco, entre os quartos trimestres de 2015 e 2014, segundo a PNAD Contínua (IBGE), a média da taxa de desocupação elevou-se de 7,6% para 11% no grupo das pessoas de 14 anos ou mais. Cresceu ainda, entre os jovens de 18 a 24 anos, de 14,9% para 24,3%; entre os homens de 6,7% para 10,3% e entre as mulheres de 8,8% para 12,1%. O número de desempregados no Estado subiu de 303 mil no quarto trimestre de 2014 para 448 mil no mesmo período de 2015, um aumento de 145 mil pessoas. A paralisia da Economia sugere que o quadro se agravará ao longo de 2016 - caso não se equacione as pendências políticas e econômicas. Só no primeiro bimestre do ano, 29.247 postos de trabalho formal foram eliminados. O desemprego não é ainda maior porque Pernambuco vive um fenômeno demográfico que tem reduzido a procura de emprego. Com menos filhos por mulher em idade reprodutiva, a taxa de crescimento da população pernambucana caiu de 1,0% ao ano, entre 2004 e 2009, para 0,8% entre 2009 e 2014. Entre esses dois períodos a taxa de crescimento da força de trabalho reduziu-se de 1,6% para 1,5%. Como estão crescendo menos, cai a procura pelos empregos disponíveis. Esse é o bônus demográfico, mas esta janela de oportunidade fechará em breve. Sem este fenômeno, as taxas de desemprego no Estado seriam mais altas. A demografia está evitando que o drama do desemprego seja ainda maior.

Laís Veloso
Economista

Nunca Antes na Nossa Indústria

Entre os anos de 2005 e 2010, Pernambuco acolheu investimentos numa escala sem precedentes na indústria naval, de petróleo e gás e petroquímica, entre outros. Nesse período, o esforço concentrouse na fase de edificações e montagem das plantas industriais, o que se refletiu num forte crescimento do PIB nesse subperíodo (média de 5% entre 2005 e 2010). O pico do crescimento foi alcançado em 2010 (7,7%). Nos cinco anos seguintes, os efeitos da crise econômica, mundial e nacional, repercutem na economia estadual que desacelera e apresenta crescimento negativo em 2015 (-3,5%).

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