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Espaço Ceplan

A Previdência
Jorge Jatobá - Sócio-diretor da CEPLAN.

A Previdência O país enfrenta uma profunda crise fiscal. Para resolvê-la é necessário um ajuste rigoroso nas contas públicas. Faz parte desse acerto, junto com a medida que mantém constante, em termos reais, por 20 anos o conjunto do gasto público federal, a Reforma da Previdência. Em 2016, até julho, o déficit da Previdência já acumulava R$73 bilhões e em 12 meses – de agosto de 2015 a julho de 2016 - já estava em R$ 120,6 bilhões. Em 2015, a arrecadação líquida do Regime Geral da Previdência Social (RGPS) representou 5,9% do PIB enquanto as despesas com os diversos tipos de benefícios do mesmo regime responderam por 7,4%, ou seja, um déficit de 1,5% do PIB. Esses números não incluem o déficit do Regime Próprio da Previdência Social (RPPS) que corresponde aos servidores públicos estatutários.

A Reforma da Previdência não é uma questão ideológica, nem partidária. É um problema do país e dos brasileiros independentemente de suas crenças políticas. Os principais motivos para a Reforma da Previdência estão vinculados às mudanças na população brasileira e a concessão de aposentadorias rurais sem a contrapartida contributiva dos beneficiários. A expectativa de vida dos brasileiros está em 75 anos e crescendo. Se nada for feito vamos agravar ainda mais o problema fiscal.

Jorge Jatobá
Sócio-diretor da CEPLAN.

 

 

Comércio tem pior resultado

De janeiro a agosto de 2016, comparando com o mesmo intervalo do ano anterior, as vendas do varejo registraram variação de -6,6%. Até então, o pior resultado para o período havia ocorrido em 2003 (-5,5%). Em 2015, quando o varejo recuou -4,3% no ano, a variação acumulada até agosto alcançou -3,0%. A julgar pela trajetória observada ao longo de 2016, que registra resultados piores que os do ano anterior, e pela alta do desemprego que reduz o poder de compra, o comércio varejista apresenta o pior desempenho dos últimos treze anos.

Produção Industrial em declínio

Em setembro de 2016 a Produção Industrial (PIM/IBGE) brasileira cresceu 0,5% em relação ao mês anterior. Apesar do alento, no acumulado de 2016 a queda foi de 7,8%, número ainda muito significativo. A indústria de bens de capital, indicador importante dos investimentos, declinou 15% de janeiro a setembro deste ano enquanto a de bens duráveis - que indica a disposição de consumo das famílias - caiu 18,6%. Os dados sinalizam que a recuperação ainda vai levar algum tempo.

Proferido o veredicto eleitoral, mãos à obra!

Passado o fervor na troca de críticas e promessas, é hora de tocar o dia a dia da cidade e cuidar do seu futuro. Os desafios são muitos, mas três deles chamam atenção: oportunidades de cidadania; uma nova visão de urbanidade e mobilidade; e um cenário ambiental bastante crítico.

desigualdade extrema ainda é pauta no século XXI e se vê por toda a cidade, seja nas palafitas, ou nas cracolândias do centro. Cidadania é contar com moradia digna e serviços e espaços públicos seguros e de qualidade. O Papa Francisco sintetiza a cidade desejada:

“Como são belas as cidades que superam a desconfiança doentia e integram os que são diferentes (...). Como são encantadoras as cidades que (...) estão cheias de espaços que unem, relacionam, favorecem o reconhecimento do outro”. (Carta Encíclica LAUDATO SI, 2015).

Uma nova urbanidade, com outra perspectiva de mobilidade, não será construída sem abalar ícones, como o automóvel, o isolamento dos condomínios e a urbanização dispersa; vai brotar do adensamento e da apropriação das ruas e praças pelas pessoas. Mudanças climáticas, que pareciam distantes, se revelam nos alagamentos e clamam por uma urbanização sustentável, que pode começar no cuidado com os rios e canais da cidade.

Mais que a imagem da eficiência e do trabalho sem fim, o Recife precisa de inovação e mudança de atitude. Isso exige dos gestores e dos cidadãos outra forma de modelar e vivenciar a cidade. Sem isso, teremos apenas um pouco mais do mesmo, e assim os fantasmas do século XX continuarão a se perpetuar.

Geraldo Marinho
Arquiteto e Sócio-Diretor da Ceplan Multi

 

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