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GESTÃO ÚNICA E DE RESULTADOS NA OAB-PE

No final do seu primeiro mandato como presidente da Ordem dos Advogados do Brasil ? Seccional Pernambuco (OAB-PE), Ronnie Preuss Duarte garante que não vai disputar a reeleição e, até agora, não há sinais de que sua chapa enfrentará opositores para o próximo triênio.

Por Etiene Ramos  |  Foto Bosco Lacerda

No final do seu primeiro mandato como presidente da Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Pernambuco (OAB-PE), Ronnie Preuss Duarte garante que não vai disputar a reeleição e, até agora, não há sinais de que sua chapa enfrentará opositores para o próximo triênio.

Entre 2016 e 2018, ele consolidou uma gestão austera, com parâmetros de governança corporativa, investimentos de porte – como a nova sede, no centro do Recife, que custou R$ 8 milhões, sendo quase metade com recursos próprios e R$ 4,2 milhões do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB Nacional). 

Mas o resultado principal foi uma aprovação de 86% à gestão pela categoria, atestada em pesquisa do Instituto de Pesquisas Sociais, Políticas e Econômicas (Ipespe). Entre os jovens, mulheres e advogados do interior, públicos escolhidos como prioridade, a aprovação chega a 90%. “Há um claro reconhecimento aos objetivos atingidos”, observa Duarte.

Para ele, um dos principais motivos deste reconhecimento foi a implantação de um padrão de governança que exigiu mudanças significativas a partir da criação de políticas internas de gestão de dados e a financeira, entre outras, buscando assegurar a impessoalidade, a transparência e a eficiência e que estão sendo implementadas pela consultoria da Deloitte – uma das principais empresas globais do ramo. Para assegurar o cumprimento das mudanças, a OAB-PE será auditada pela Grant Thorton, a sexta maior empresa de contabilidade do mundo, e os demonstrativos e a avaliação da auditoria externa serão publicados nas mídias sociais e no site da OAB-PE.
 

Entre as medidas, foram adotados os orçamentos planejados e sistemas que travam gastos não programados, além de austeridade no dia a dia, como a redução no pagamento de despesas com viagens e contenção de despesas. “Hoje, a OAB-PE não paga almoço para ninguém. Temos apenas três carros, todos Gol 1000, inclusive o que serve à Presidência. E assim, depois de várias décadas, a OAB-PE não contraiu empréstimos bancários nem realizou antecipação de receitas”, afirma o presidente, destacando iniciativas estruturantes que, segundo ele, são um legado que vai aproximar a entidade dos padrões modernos de organizações privadas.

Uma delas foi a adoção do compliance – um conjunto de medidas que assegura o cumprimento de regras, normas administrativas e leis – para alcançar os objetivos estabelecidos pela gestão na política interna de contratações, impedindo favorecimentos. “Os investimentos em gestão são como os de saneamento. Não aparecem como as obras físicas, mas são um legado que vamos deixar”, compara Ronnie Duarte.

Investimentos em pessoas

Mas a atual gestão está atenta também aos profissionais e suas expectativas, criando programas inovadores para a formação técnica e que trazem economia para os colegas, como os jovens advogados que passaram a contar com produtos e serviços voltados a quem está em início de carreira.

Cursos, palestras, seminários para orientar na atuação profissional, com uma política de descontos diferenciada, se juntam a um programa de residência jurídica oferecido pela Escola Superior de Advocacia (ESA) aos novos advogados. Eles participam de um curso com até 300 horas de imersão prática e adquirem experiência em escritórios conveniados que funcionam como tutores, orientando e fortalecendo o novo advogado para assumir com autonomia seus desafios profissionais. O tutor vai ser obrigado a fazer relatórios, ficando responsável por aquele advogado residente no seu escritório. Para ter acesso, o jovem advogado precisa ter a carteira da OAB. No lançamento, foram oferecidas 30 vagas, disputadas entre mais de 300 candidatos. Outra novidade, ainda em construção, é um espaço na nova sede da OAB-PE, que vai oferecer toda a estrutura de um escritório, além de salas de estudo e de reunião, gratuitamente, para que os novatos possam começar a trabalhar, atender clientes e decolar na carreira.

Os investimentos em sistemas e tecnologias também trouxeram mais facilidade para o exercício da profissão, como o aplicativo de denúncias para que os advogados acusem os problemas enfrentados no dia a dia com garantia de sigilo. Eles podem fotografar, gravar e filmar qualquer tipo de intercorrência e comunicar ao aplicativo. As reclamações geram estatística e isso dá credibilidade à queixa. “Se um advogado for maltratado no local de trabalho, fórum, delegacia, presídio, e reclama sozinho, é natural que digam que é um problema pontual e isso desqualifica a denúncia. Se temos uma base constante, com um número significativo de reclamações denunciando a mesma conduta, no mesmo ambiente, temos um elemento de prova que permite exigir providências mais efetivas por parte dos órgãos correcionais”, explica Ronnie Duarte. “Se houver uma violação de prerrogativas, o aplicativo tem também um botão de pânico que liga o colega diretamente ao nosso plantão de advogados da OAB-PE, disponível 24 horas”, completa. 

Considerado uma ferramenta de trabalho, o aplicativo possui um sistema de segurança que envia senha aos advogados por seus e-mails cadastrados na Ordem – um cuidado para evitar denúncias de perfis falsos, gerando reclamações indevidas.

Dentro da estratégia de surpreender e atender às expectativas dos associados, um dos destaques foi o Anuidade Zero, um programa de fidelização que dá descontos aos associados na aquisição de produtos e serviços de uma ampla rede de conveniados no Estado. Desenvolvido em parceria com a Caixa de Assistência dos Advogados de Pernambuco (Caape), o programa chega a zerar a anuidade dos participantes e pode até transformar os créditos excedentes, gerados pelos pontos acumulados, em dinheiro. “Muitos prometeram baixar a anuidade, uma das maiores pressões da categoria, mas não conseguiam sem perdas na atuação institucional. Estamos conseguindo reduzir a anuidade e ainda gerando recursos até para os advogados que, pelo regulamento, ao completar 70 anos e 30 de atividade, não pagam anuidade”, explica Duarte.


Interiorização

Já a advocacia do interior pernambucano passou a contar com mais cursos e ações da Caape e da Escola Superior de Advocacia (ESA) nos últimos três anos. No ano passado, a realização da Conferência Estadual de Advocacia, considerada o evento mais importante de cada gestão, e que acontece uma vez a cada três anos, foi realizada em Caruaru, reunindo mais de mil pessoas em torno de painelistas de todo o país. “Essa foi uma ação carregada de simbolismo. Saímos da capital e levamos para o interior o nosso maior evento”, afirma Ronnie Duarte. 

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