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Perfis » Negócios PE - 34ª Edição

Homem de obras

O engenheiro civil Joaquim Correia é um nome muito respeitado na história contemporânea da engenharia para o Estado.

Criou a Tecomat, empresa que há vinte e dois anos presta serviços para grandes obras no País e para as maiores empreiteiras no Brasil. E como professor serviu de exemplo e transferiu conhecimento para nomes de destaque no cenário nacional como o ex-ministro do Tribunal de Contas da União (TCU), José Jorge, e o senador Cristovam Buarque, além de profissionais reconhecidos como João Recena, Henrique Suassuna, Aluísio Dubeux, Bernardo Horowitz, Sergio Osorio, José do Patrocínio, Mauricio Pina e Alexandre Gusmão.

Por Drayton Nejaim com foto de Bosco Lacerda

Homem simples, direto, bem humorado e cheio de causos para contar, formou-se pela Escola de Engenharia de Pernambuco, da UFPE. Antes da formatura teve sua primeira experiência profissional trabalhando como voluntário no Laboratório da Rede Ferroviária do Nordeste, convidado pelo professor José Maria Cabral de Vasconcelos.

Chegou a atuar em Maceió na Rede, mas pediu demissão. Regressou e começou a ensinar como professor auxiliar até ir para o ITEP, até que outro ex-professor, Jaime Kitover, lhe convidou para dar o segundo expediente na área de equipamentos da Prefeitura do Recife. Na prefeitura foi convidado por Glauco Milibeu para ir para a Sudene (1962-68) também para tomar conta dos equipamentos. Viveu o auge desenvolvimentista do órgão e a sua mudança de status para uma repartição pública sem ideias.

Condenado por boa parte dos amigos e parentes decidiu pedir demissão do órgão abrindo mão da confortável condição de estabilidade que desfrutava como técnico federal. “Eu seria frustrado pelo resto da vida”. Foi convidado pelo colega de colégio e faculdade, Paulo Julio de Melo (tio do prefeito Geraldo Julio) para atuar na obra do Hospital das Clínicas pela Hadan Engenharia, como o engenheiro residente no Estado responsável técnico pela obra, uma exigência para sua execução.

De 1968 até 1982 esteve na Hadan de onde saiu como engenheiro supervisor para ser consultor. Logo Joaquim começou a ser acessado por construtoras, particularmente pela Correia Amado. Um belo dia foi contratado pela Astep para fazer o controle tecnológico da construção do Metrô do Recife. A obra de maturidade ao engenheiro na área de tecnologia do concreto e assegurou uma relação de cumplicidade profissional com o time da Odebrecht no Nordeste que dura até os dias de hoje.

Ao término da obra começou a atuar diretamente para a Odebrecht na construção do Viaduto Tancredo Neves e em várias barragens na região. No mesmo período engrenou de vez a carreira como consultor e engatou trabalhos para Queiroz Galvão (como a Ponte Bom Jesus da Lapa no Rio São Francisco) e OAS. A segunda metade da década de 80 lhe colocou num avião para cima e para baixo consolidando sua reputação como engenheiro de grandes obras. 

Joaquim Correia "Eu nunca pretendi ser empresário"

Com a escassez de grandes obras na década seguinte, Joaquim Correia voltou a focar em obras residenciais e lhe foi solicitado que abrisse uma pessoa jurídica em 1992. Assim nasceu a Tecomat que atualmente acumula 22 engenheiros e 200 colaboradores, contando com o único laboratório credenciado pelo Inmetro no Nordeste e atendendo simultaneamente obras como a Ferrovia de Carajás, Refinaria no Maranhão, Porto de Itaqui, Rodovia Rondonópolis e o Canal do Sertão em Alagoas.

Há doze anos, o professor Joaquim Correia contratou a TGI para profissionalizar a gestão da Tecomat e até hoje a consultoria atua na organização, tendo ajudado na estruturação dos setores, na implantação de uma cultura baseada no acompanhamento dos processos, na descentralização do comando e ainda na criação de ferramentas para planejar o futuro.

Ao longo de sua trajetória profissional, Joaquim Correia construiu paralelamente uma sólida e reputada carreira como professor de múltiplas disciplinas na UFPE onde lecionou por 44 anos (1960-2004) e também na UPE (1964-1974), tendo sido congratulado com a medalha do mérito do centenário da Escola de Engenharia. Aos 80 anos, o professor como é chamado continua firme e forte dando expediente diário na empresa que fundou, “Eu pretendo trabalhar enquanto a vida permitir” anuncia o professor, com a humildade reservada aos grandes mestres.

Negócios PE - 34ª Edição
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