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Matérias » Negócios PE - 16ª Edição

Hora de investir na bolsa

Estudamos a trajetória de evolução do mercado de capitais no Brasil e os fundamentos que norteiam os investimentos na bolsa de valores, uma alternativa que nenhum poupador inteligente e racional pode mais se dar ao luxo de ignorar.

Por Drayton Nejaim | Fotos de Bosco Lacerda

Conceituando

As bolsas de valores são associações civis com funções de interesse público. Além de seu papel básico de oferecer um mercado para a cotação dos títulos nelas registrados, orientar e fiscalizar os serviços prestados por seus membros, facilitar a divulgação constante de informações sobre as empresas e sobre os negócios que se realizam sob seu controle, as bolsas de valores propiciam liquidez às aplicações de curto e longo prazos, por intermédio de um mercado contínuo, representado por seus pregões diários. É por meio das bolsas de valores que se pode viabilizar um importante objetivo do capitalismo moderno: o estímulo à poupança do grande público e ao investimento em empresas em expansão, que, diante deste apoio, poderão assegurar as condições para seu desenvolvimento.

Antes da década de 60, os brasileiros investiam de forma prioritária em ativos reais (imóveis), evitando aplicações em títulos públicos ou privados. Era um período de inflação crescente – final da década de 1950 – que se somava a uma legislação que fixava em 12% ao ano a taxa máxima de juros, a chamada Lei da Usura, que limitava o desenvolvimento de um mercado de capitais ativo.

Essa situação começou a se modificar quando o marechal Humberto de Alencar Castelo Branco assumiu a Presidência do Brasil em abril de 1964 e lançou um programa de reformas na economia nacional, entre as quais figurou a reestruturação do mercado financeiro. Os militares perceberam que o mercado de capitais poderia financiar o crescimento econômico no país, visão encorajada pelos economistas Octávio Gouveia de Bulhões e Roberto Campos, respectivamente ministros da Fazenda e do Planejamento desse governo.

Nesse período, diversas leis foram editadas. Entre as que tiveram importância para o mercado de capitais podem ser citadas a lei que instituiu a correção monetária, a lei da reforma bancária, que reformulou o sistema nacional de intermediação financeira, criando o Conselho Monetário Nacional e o Banco Central, além da Lei nº 4.728, de 14/4/1965, a primeira específica do mercado de capitais, que estabeleceu medidas para o seu desenvolvimento. Nessa época, a venda de ações era uma atividade realizada de porta em porta.

Essas regras trouxeram modificações estruturais ao mercado acionário, como a reformulação da legislação sobre bolsas de valores, a transformação dos corretores de fundos públicos em sociedades corretoras e a criação dos Bancos de Investimento, a quem foi atribuída a tarefa de desenvolver os fundos de investimento. Nessa época, a tarefa de regulamentar e fiscalizar o mercado de valores mobiliários, as bolsas de valores, os intermediários financeiros e as companhias de capital aberto (funções hoje exercidas pela CVM) era atribuída a uma diretoria de mercado de capitais criada pelo Banco Central.

Ao mesmo tempo, foram introduzidos incentivos fiscais pelo governo federal para a aplicação no mercado acionário, dentre as quais se destacam os Fundos 157, criados em fevereiro de 1967 como uma opção para os contribuintes utilizarem parte do imposto devido (quando da declaração do Imposto de Renda) na aquisição de quotas de fundos de ações de companhias abertas administradas por instituições financeiras de livre escolha do aplicador. Com o volume de recursos captados para o mercado acionário em decorrência desses incentivos, logo aconteceu uma explosão de crescimento na demanda por ações, sem que houvesse um aumento simultâneo nas emissões de ações pelas empresas.

Os incentivos marcaram uma fase áurea que acabou desencadeando um movimento especulativo na Bolsa do Rio de Janeiro no período de dezembro de 1970 a julho de 1971, em que os valores das ações não paravam de subir. Nesse momento os investidores mais esclarecidos e experientes passaram a lucrar muito e a vender suas posições. O quadro foi agravado quando novas emissões de papéis começaram a chegar às bolsas, aumentando a oferta de ações, em um momento em que muitos investidores, assustados com a rapidez e a magnitude do movimento de baixa, procuravam vender seus títulos.

Esse movimento especulativo, conhecido como o “boom de 1971”, teve curta duração, mas suas consequências foram sentidas durante os anos seguintes, como resultado das múltiplas ofertas de ações de companhias frágeis e sem compromisso com seus acionistas, que geraram prejuízos e mancharam a reputação do mercado acionário.

O mercado de capitais

Tem o papel de transferir poupança para os tomadores de recursos. Essa captação é realizada através da emissão de títulos de empresas e governos, que podem ser de renda fixa ou variável. Esse ambiente é classificado como primário, no qual existe uma transferência direta de recursos do investidor para a organização emissora do papel. Para que esses títulos sejam atrativos aos investidores, é importante que eles tenham mercado e, para isso, é preciso mostrar liquidez.

Já no ambiente secundário, os títulos emitidos no mercado primário passam a ser negociados nos mercados organizados, chamados de balcão e de bolsa. No Brasil as duas principais bolsas se fundiram em março de 2008, a Bovespa, que negociava basicamente ações de empresas, e a Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM&F), que transacionava contratos futuros de commodities, dólares e juros.

A recuperação do mercado só começou em 1975, a partir de novos aportes de recursos (as reservas técnicas das seguradoras, os recursos do Fundo PIS/Pasep, os adicionais do Fundo 157 e a criação das Sociedades de Investimento pelo Decreto-Lei nº 1401 para captar recursos externos e aplicar no mercado de ações), além de investimentos dos Fundos de Pensão. Nesse período outros mecanismos foram adotados buscando retomar o crescimento, como a isenção fiscal dos ganhos obtidos em bolsas de valores, a possibilidade de abatimento no Imposto de Renda de parte dos valores aplicados na subscrição pública de ações decorrentes de aumentos de capital e programas de financiamento a juros subsidiados efetuados pelo Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aos subscritores de ações distribuídas publicamente.

O que é uma ação?

Ação é um papel que só tem valor no mercado de capitais e corresponde a uma fração do capital da empresa. Elas podem ser ordinárias (que dão direito a voto ao seu detentor e, portanto, estimulam a cumplicidade na gestão) ou preferenciais (sem direito a voto, porém com prioridade na distribuição dos dividendos ou reembolso de capital). A ação é cotada diariamente, segundo a segundo, e dessa forma seu proprietário pode avaliar o patrimônio em tempo real.

Fundo 157 em Pernambuco

O Fundo 157 também desenvolveu o mercado nordestino. Segundo o economista Francisco Porto, ex-sócio da Dinares Corretora de Títulos, Valores e Câmbio, que atuava na época em Pernambuco, a mecânica funcionava assim: “O poupador (pessoa física) chegava ao banco para entregar sua declaração de Imposto de Renda. O banco fazia a proposta para que ele utilizasse a dedução permitida por lei para aplicação no fundo que tinha suas ações oriundas de empresas regionais que abriram seu capital (geralmente através de uma corretora) incentivadas pela Sudene”. Porto também detalha a operacionalização: “A corretora vendia as ações das empresas aos bancos, que as disponibilizavam ao fundo com deságio entre 10% e 30%, comissionando a corretora com valores entre 2% e 6% por título. Apesar de comprar com enorme deságio, a contabilização do título (que normalmente tinha baixa liquidez) era realizada tomando como base o valor escriturado, mesmo valor pelo qual era vendido aos declarantes que optavam pela dedução permitida em lei. Com o aumento no volume de ações alocado ao fundo, os bancos estipularam altas taxas de administração (em torno de 30% do montante do fundo com deduções trimestrais ou semestrais) que consumiam os recursos do 157. Depois do período previsto em lei, as instituições financeiras revendiam os papéis às empresas emitentes dos títulos para realizar caixa”, finaliza Francisco.

Na tentativa de recuperação, foram introduzidas ainda duas normas legais: a nova Lei das Sociedades Anônimas, que modernizou as regras que regiam as S.As. (até então reguladas por um decreto-lei de 1940), e a Lei nº 6.385/76, segunda Lei do Mercado de Capitais, que criou a Comissão de Valores Mobiliários (CVM), uma autarquia vinculada ao Ministério da Fazenda destinada exclusivamente a regulamentar e desenvolver o mercado de capitais, bem como fiscalizar as bolsa de valores e as companhias abertas.

Mesmo com essas medidas, o mercado não respondeu durante a década de 80, consequência do regime inflacionário vigente no país e do desequilíbrio fiscal histórico, que tornava o governo brasileiro o maior tomador de dinheiro no mercado doméstico e internacional, elevando as taxas de juros das aplicações de renda fixa (chamadas de overnight) a valores irreais com baixo risco, doutrinando uma geração de investidores que se habituaram ao retorno no curto prazo.

No final dessa década acontecia a internacionalização do mercado de capitais, que teve seu começo na Resolução do CMN nº 1.289/87. No início da década de 1990, com a abertura da economia brasileira produzida pelo presidente Collor e a ampliação da presença das corretoras internacionais e dos investidores estrangeiros atuando no mercado brasileiro, o governo precisou priorizar sua estruturação sob pena de continuar vulnerável a uma fuga em massa de capitais. Uma das ações governamentais mais significativas foi determinar o fim dos títulos e ações ao portador, obrigando que todos os papéis transacionados passassem a ser nominativos, identificando o investidor.

A privatização de empresas como Usiminas (1991), CSN (1993) e Vale do Rio Doce (1997) contribuiu para legitimar a importância do mercado de capitais para os brasileiros. Essas empresas acessaram o mercado externo através da listagem de suas ações em bolsas de valores estrangeiras, principalmente a New York Stock Exchange, sob a forma de American Depositary Reciepts (ADRs), tendo como objetivo se capitalizar para crescer e modernizar sua atuação com o lançamento de valores mobiliários no exterior.

Ao listar ações nas bolsas americanas, as companhias abertas brasileiras foram obrigadas a seguir as regras impostas pela Securities and Exchange Commission (SEC) – órgão regulador do mercado de capitais norte-americano semelhante à CVM – relacionadas a aspectos contábeis, de transparência e divulgação de informações, os chamados “princípios de governança corporativa”. A partir daí, nossas empresas tiveram contato com acionistas mais exigentes e sofisticados, acostumados a investir em mercados com práticas de governança corporativa mais avançadas que as aplicadas no Brasil, como os fundos de pensões americanos. Ao número crescente de investidores estrangeiros somou-se uma maior participação de investidores institucionais tupiniquins de grande porte e mais conscientes de seus direitos.

Mesmo amadurecendo, o mercado de capitais brasileiro continuava sem competitividade devido à falta de proteção ao acionista minoritário e a incertezas em relação às aplicações financeiras. A falta de transparência na gestão e a ausência de instrumentos adequados de supervisão das companhias influenciavam a percepção de risco e, consequentemente, aumentavam o custo de capital das empresas.

No final dos anos 90 era evidente a crise no mercado de ações brasileiro. O número de companhias listadas na Bovespa tinha caído de 550 em 1996 para 440 em 2001. O volume negociado, após atingir US$ 191 bilhões em 1997, recuara para US$ 101 bilhões em 2000 e US$ 65 bilhões em 2001. Além disso, muitas companhias fechavam o capital e poucas abriam.

É nesse cenário que novas ações foram implementadas com o objetivo de aumentar a atratividade do mercado brasileiro de capitais, aperfeiçoando a sua regulamentação e assegurando uma maior proteção ao investidor e a melhoria das práticas de governança nas empresas brasileiras. Nessa retomada deve-se destacar a atitude do governo FHC de autorizar a utilização de até 50% dos recursos do FGTS para aquisição das ações da Petrobras e da Vale, o que contribuiu para um aumento significativo de investidores na bolsa de valores. Com o aumento da procura as corretoras agiram rápido e desenvolveram o homebroker, uma ferramenta via internet que permitiu ao investidor individual o acesso on-line a compra e venda de ações e derivativos.

O Fundo 3418 em Pernambuco

Através do Decreto-Lei nº1.376, datado de 12/12/1974, foi criado o Fundo de Investimento do Nordeste (Finor). Com ele as empresas de todo o Brasil podiam optar por usar 18% do seu Imposto de Renda na compra de cotas do Fundo 3418. O dinheiro captado era aplicado em projetos de empresas analisados e aprovados pela Sudene, financiando o seu desenvolvimento através da compra de ações pelo fundo, que intencionava vendê-las por meio de leilões nas bolsas regionais, buscando se recapitalizar e incentivar a cultura da compra de participações acionárias em empresas regionais.

Entretanto, percebeu-se já naquela época que os investidores não mostravam disposição para apostar em papéis de empresas cujas regras de governança que fundamentariam o retorno do investimento não estavam claras. “A consequência era que os próprios empresários donos das empresas que haviam ofertado as ações acabavam recomprando seus papéis (direta ou indiretamente) ao final do prazo estabelecido (dez anos), retirando a liquidez das bolsas regionais, já que esses títulos não voltavam a circular”, fundamenta o economista Francisco Porto, que ocupou a diretoria da financeira e da distribuidora de valores do Bandepe simultaneamente.

Derivativos

São contratos de compra e venda de um ativo no futuro, como ações, commodities (soja, café, milho, algodão, carbono, petróleo, minérios), moedas (dólar, euro) e índices (apostas em compras baseadas em taxas de juros, como a Selic).

Outra medida relevante foi a criação pela Bovespa em dezembro de 2000 do Novo Mercado, um segmento especial de listagem de ações de companhias que se comprometem voluntariamente a adotar as boas práticas de governança corporativa. Numa necessária adaptação à realidade do mercado de ações brasileiro, foram instituídos dois estágios intermediários: níveis I e II, que, juntos com o Novo Mercado, estabeleceram regras envolvendo melhorias na divulgação de informações, nos direitos dos acionistas e na governança das companhias.

A ideia que norteou a criação do Novo Mercado teve fundamentação na falta de proteção aos acionistas minoritários, que até aquele momento não estavam adequadamente protegidos pela regulamentação, o que levava a riscos não associados apenas ao negócio da companhia. Isso se refletia na aplicação de grandes descontos sobre os preços das ações, reduzindo o valor, elevando o custo de capital das empresas e, consequentemente, afastando-as do mercado. A ação da Bovespa reconhecia formalmente que a valorização e a liquidez das ações negociadas seriam influenciadas positivamente pelo grau de segurança que os direitos adicionais concedidos aos acionistas poderiam oferecer e pela qualidade das informações prestadas ao mercado pelas empresas.

A Aurus Investimentos é um agente autônomo que trabalha com a intermediação e distribuição de valores mobiliários, além de oferecer cursos especializados na área de mercado de capitais. A empresa atua desde 2008 e oferece como diferencial uma estrutura física de alto padrão que possibilita o atendimento personalizado. A composição societária conta com Jayme Friedman e Sandro Borba, além dos fundadores da empresa, Marcus Vinicius e Fábio Braga, que aparecem na foto com Ernesto Giuseppe Tripodi Júnior, cliente que utiliza o e-broker, uma plataforma de operações semelhante ao homebroker, porém com recursos mais avançados disponibilizados pelas corretoras.

“Hoje os investidores estão dispostos a enfrentar um maior risco e isso tem causado um rápido crescimento do mercado. Nós estamos preparados para atender a essa demanda e queremos nos tornar uma referência para o Norte/Nordeste. Para isso montamos filiais em Caruaru e Manaus”, informa Marcus Vinicius Braga.

Assim, as companhias cujas ações estavam listadas nos níveis diferenciados de governança corporativa (nas quais os riscos não ligados ao negócio eram minimizados) estipulados pela Bovespa passaram a apresentar prêmios de risco consideravelmente reduzidos, implicando a valorização do patrimônio de todos os acionistas e funcionando como um ambiente seguro para o investidor. Em 2001, a aprovação da Lei nº 10.303/01, que reformou a Lei das Sociedades Anônimas e fortaleceu os direitos das minorias acionárias, consolidou esse caminho.

Em paralelo, é necessário reconhecer os benefícios do Plano Real, que começou no governo Itamar Franco e possibilitou no governo FHC a construção de um ambiente econômico saudável, permitindo a adoção de uma política fiscal consistente e a gradual desaceleração da dívida pública brasileira. O governo Lula deu densidade a essas conquistas reduzindo de maneira acentuada a taxa de juros paga pelo governo pelos recursos obtidos no mercado doméstico e internacional, diminuindo drasticamente o apelo das aplicações em renda fixa o que colocou a bolsa de valores no horizonte do cidadão comum, que passou a se interessar pela valorização das ações, pelo pagamento de dividendos pelas empresas e pela distribuição de juros sobre o capital.

A Dapes Investimentos tem como sócios João Echiburú e Henrique Vasconcelos (ambos na foto), além de Rodrigo Menezes e Leandro Campos. A empresa atua desde 2007 como assessoria de investimentos, sendo credenciada pela CVM como agente autônomo. O diferencial da Dapes é oferecer aos clientes todas as possibilidades que o mercado financeiro disponibiliza.

“Disponibilizamos o homebroker, criamos clubes de investimentos, assessoramos operações estruturadas com corretoras e montamos carteiras com fundos de investimento de diversas administradoras de recursos, como Perfin Investimentos, Humaitá Investimentos, Infinity Asset, Banco Fator e Franklin Templeton investiments”, detalha João Echiburú.

“Não fechamos portas para clientes que iniciam operando produtos que, a princípio, não são os mais rentáveis para a Dapes. Acreditamos nos frutos do relacionamento que desenvolvemos com a nossa base de clientes”, ressalta Henrique Vasconcelos.

A tecnologia e a bolsa

As bolsas de valores eram associadas às imagens televisivas dos pregões viva-voz, cenário diário em que os corretores, munidos de um telefone, compravam e vendiam papéis conforme as ordens dos clientes. Funcionava assim: o investidor ligava para a corretora e mandava comprar ações de uma empresa; a corretora ligava para o operador e autorizava a compra. Sem tecnologia para exercer o controle, não era incomum o operador se aproveitar da alta dos papéis demandados e adquiri-los para si ou para outro cliente, comunicando levianamente à corretora que não havia sido possível realizar aquela compra. Era uma realidade na qual o investidor individual era lesado diariamente em suas ordens de compra e venda.

Com o avanço tecnológico, os pregões passaram a ser virtuais e as compras e vendas passaram a ser escritas, enviadas eletronicamente, proporcionando transparência e segurança para as operações. As ordens de compra e venda deixaram de ser verbais e restritas a poucos para se tornarem formalizadas e de conhecimento universal, proporcionando a um maior número de investidores individuais a capacidade de influir instantaneamente no preço das ações. Atualmente para um cliente pessoa física realizar uma operação na bolsa a corretora precisa primeiramente fornecer um código que identifica o cliente.

Outro aspecto que passou a representar integridade para o investidor é a escrituração digital das ações, que passaram a ficar armazenadas no site da Companhia Brasileira de Liquidação e Custódia (CBLC). No passado, os papéis eram guardados como diplomas.

A bolsa na história

Para alguns as atuais bolsas de valores nasceram na Roma antiga. Para outros, sua origem está na Grécia antiga, onde os comerciantes se reuniam nas maiores praças para tratar de negócios. O certo é que elas surgiram nas mais antigas civilizações, com atribuições bem diferentes das bolsas de valores de hoje. A origem da palavra bolsa de valores – em seu sentido comercial e financeiro – está, para muitos, na cidade de Bugres, na Bélgica. O seu nome viria de Van der Burse, proprietário da casa onde se reuniam normalmente alguns comerciantes para a realização de negócios.

Em 1141, Luís XII instalou a Bourse de Paris. Em 1698, era criada a Bolsa de Valores de Fundos Públicos de Londres. A Bolsa de Valores de Nova lorque surgiria em 1792. Apesar disso, o número de sociedades por ações era mínimo no século XVIII, limitando-se àquelas existentes à compra e venda de moedas, letras de câmbio e metais preciosos. A Suíça, por exemplo, só fundou a sua primeira Bolsa de Valores em 1850, em Genebra. Somente 20 anos depois foi criada a Bolsa de Valores de Zurique, organizada sob a inspiração da Associação Livre de Mercadorias e Industrial da cidade. A Bolsa de Valores do Rio de Janeiro (BVRJ) é a mais antiga do Brasil e a palavra corretor foi mencionada pela primeira vez na Lei nº 317, de 21 de outubro de 1843.

A Multinvest foi fundada pelo executivo Osvaldo Moraes, que foi interventor da Fundação Banorte. A operação existe desde 2000 e hoje distribui ativos da ordem de R$ 380 milhões. Sua composição societária tem, além de Osvaldo, seu filho Pablo Moraes (ambos na foto com o cliente Paulo Chaves Júnior, da Empresa Metropolitana), Graça Aguiar, Hermano Menezes e Samuel Gueiros. O agente autônomo atua como representante legal de dois perfis de clientes: aqueles que dispõem de quantia para investimentos superior a R$ 5 milhões, que são dirigidos para fundos dedicados com grupos fechados; e outro grupo, encaminhado para fundos abertos de renda fixa e variável ou para a formação de uma carteira própria de ações. A Multinvest representa assets de atuação nacional, como Mercatto Gestão de Recursos, NSG Capital, Claritas e Fator, além de corretoras como Ágora e Prosper. Responde ainda pela distribuição de CDB e DPGG para os bancos Rural e Gerador.

“De dez anos para cá as crises fizeram o mercado mudar muito. Hoje os investidores mais esclarecidos sabem que a consultoria especializada é o melhor caminho para rentabilizar sua poupança no mercado financeiro, gerenciado o risco a que todo investimento está sujeito”, analisa Osvaldo Moraes.

Fundamentos para o neoinvestidor

Para adquirir o status de investidor é preciso ter um mínimo de recursos reservados para esse fim. Independentemente do investimento escolhido, a primeira coisa a fazer é eleger uma poupança compatível com a renda que possibilite ao candidato buscar os objetivos eleitos, como uma aposentadoria tranquila, a casa própria, uma viagem dos sonhos ou a educação dos filhos.

Depois o candidato deverá identificar seu perfil como investidor. Para encontrar essa resposta, ele deve confrontar fatores como o quanto das suas reservas líquidas está disposto a alocar em alternativas de renda variável e qual a rentabilidade que espera ter sobre a sua capacidade de poupança para atingir seus objetivos financeiros. Quanto menor for a capacidade de poupança, maior terá que ser a propensão a riscos para obter rentabilidade.

Para chegar ao valor que deverá ser investido, a idade do poupador pode servir como uma referência primária. Em tese, quanto mais jovem o candidato, maior seria sua disposição para correr riscos, porque o tempo que teria para poupar seria maior. Sob essa ótica, a lógica sugerida por muitos profissionais da área é a de subtrair a idade de 80; o resultado corresponderia ao % das reservas líquidas que deveria estar investido na renda variável. Outros mais experientes fixam em 20% o percentual ideal da reserva financeira do poupador para começar investindo em renda variável.

Outra decisão objetiva é se o candidato pretende operar na bolsa por conta própria usando o homebroker, buscar apoio profissional ou mesclar ambos. Independentemente da opção, o passo inicial é se cadastrar numa corretora de valores mobiliários, escolha que deverá estar amparada no pacote dos serviços oferecidos. Nossa sugestão: use como referência a tabela Bovespa, que cobra em média 0,5% sobre o valor total negociado, disponibilizando um endereço eletrônico com informações, um interlocutor para apoiar as operações, além de produtos diferenciados, como relatórios exclusivos.

Uma pequena parte do grupo que decide operar por conta própria recorre a cursos especializados. Outros se abastecem de conhecimento através de revistas, sites e minicursos promovidos pelas corretoras, que ensinam a lógica operacional e as formas de analisar as empresas que ofertam ações, como, por exemplo, o comportamento histórico dos preços das ações de uma companhia, sua comparação com outras organizações do mesmo setor, avaliações de balanços, fluxos de caixa, etc.

Quando a decisão é buscar ajuda profissional, geralmente a agência do banco onde o poupador realiza suas movimentações é o primeiro endereço procurado. Nessa alternativa devem ser considerados pelo cliente os limites de atendimento do gerente demandado. Normalmente ele é um profissional sobrecarregado e precisa dar conta da venda de um conjunto de produtos que formam o mix de ofertas da instituição financeira. Isso inclui seguros, títulos de capitalização, empréstimos e demais alternativas de renda fixa e variável, todas com metas de performance mensais a serem atingidas.

Ibovespa

É o índice mais usado pelo mercado de capitais no Brasil, calculado pela variação no mercado das 65 ações mais negociadas na Bolsa de Valores de São Paulo. Em 2009, apesar da crise, o índice cresceu 82,66%, o terceiro melhor desempenho desde que foi criado, há mais de 40 anos. A cada seis meses o mix das ações que formam o índice é atualizado tendo como parâmetro o volume de negócios realizado por cada papel.

Alguns números

Segundo o site Infomoney, em junho de 2009 Pernambuco dispunha de apenas 7.064 investidores individuais, dos quais 5.592 homens e 1.472 mulheres, que movimentaram na bolsa cerca de R$ 820 milhões, correspondentes a apenas 1,04% do total. Desses valores, quase 90% foram investidos pelo público masculino. Do número total de investidores residentes em solo pernambucano, aproximadamente seis mil operam via homebroker e 65% são solteiros.

A Áurea Gestão de Investimentos atua desde 2009 e tem como foco a prestação de serviços na administração de carteiras e gestão de fundos de investimento. A empresa tem Henrique Chaves e Cesar Portella como sócios.

“Trabalhamos de acordo com o perfil de risco de cada cliente. Se ele é conservador, moderado ou agressivo, vamos contextualizá-lo com ofertas que respeitem seu ritmo”, explica Cesar Portella.

Portanto, dependendo do fôlego financeiro e do potencial de evolução do neoinvestidor, não compensará para o gerente (nem para a instituição) dedicar-lhe o tempo necessário para desvendar e desenvolver seu perfil e com isso montar uma carteira de ações sob medida. O tratamento dedicado tenderá a ser genérico e mediano, considerando a dificuldade real do gerente de acompanhar diariamente o comportamento das diversas opções de investimento existentes no mercado de ações, adequá-las ao perfil de cada investidor e ainda conciliar essa tarefa com a administração dos diversos produtos que precisa vender.

É importante reconhecer que existem bancos em Pernambuco que já contam com áreas específicas e ótimos profissionais para assessorar investidores em produtos de renda variável. O fato é que essa opção ainda não está disponível em escala. Ela existe apenas para clientes que dispõem de um volume de recursos financeiros considerável. Nesses casos, em geral, o foco da instituição está em captar clientes para investirem em fundos de investimentos que apresentam taxas de administração que podem chegar a 8%, além das taxas de performance pagas quando a lucratividade do fundo supera seu índice referencial (CDI ou Ibovespa). Os bancos atualmente já contam inclusive com empresas segregadas que têm a função de gerir recursos de terceiros e fazer a corretagem (compra e venda de ações e títulos).

Além dos bancos, o investidor poderá recorrer às empresas especializadas, classificadas em três grupos: agentes autônomos, gestoras de fundos e corretoras. Os agentes autônomos atuam entre o cliente e a corretora fazendo a corretagem. São empresas que promovem e distribuem os produtos financeiros de corretoras e gestoras através de profissionais qualificados, submetidos inclusive a uma prova de conhecimentos redigida pela CVM para serem autorizados a atuar. De acordo com a instituição normativa da CVM, o agente autônomo está proibido de prestar consultoria especializada ao investidor, uma prática cada vez mais difícil de ser cumprida em virtude da própria demanda dos clientes. Por isso, a própria CVM já está revendo a norma que define a abrangência da atividade do agente autônomo, que atua auxiliando na compra e venda de títulos financeiros com as corretoras e no contato com os gestores de recursos, bem como ajuda na captação de clientes para aplicarem nos fundos de investimentos e nas carteiras administradas. Em Pernambuco, os agentes autônomos funcionam como representantes das corretoras do eixo Rio-São Paulo, possibilitando ao investidor contar com um prestador de serviços autorizado que tem a função de garantir a integridade das operações, fator importante num ambiente instável como é a bolsa.

Os gestores de recursos (também conhecidos como asset managements) atuam na administração do patrimônio do cliente e gerenciam a aplicação dos recursos em fundos de investimentos (que são formados por ações e títulos), na montagem de uma carteira de ações personalizada ou ainda dirigindo clubes de investimentos. Eles são autorizados pela CVM e negociam títulos e valores mobiliários em nome dos clientes com autonomia. Os gestores são procurados por investidores que não têm tempo ou paciência para aprender e acompanhar as mudanças do mercado de capitais, mas têm interesse nos resultados; ou por poupadores que acreditam conseguir resultados superiores contratando um profissional atento e especializado que decide a hora de comprar e vender ações, debêntures e títulos públicos.

O Nordeste na bolsa

Na Bovespa atualmente existem 30 empresas nordestinas listadas num total de 535 companhias, o que revela uma participação regional de 5,6%. Do total, 14 organizações listadas estão sediadas em solo baiano, 7 no Ceará e apenas 2 em Pernambuco. Somente 23 empresas do quantitativo total tiveram títulos negociados mais de uma vez no ano passado. As empresas nordestinas tiveram seus papéis valorizados em 133,03%, bem acima do índice, que ficou em 82,66%. Apesar disso, o volume movimentado em termos absolutos representa apenas 0,78% do total negociado. A valorização bem acima da média das empresas da nossa região sugere uma oportunidade de investimento que pelo momento econômico regional deve ser levada a sério.

Clubes e fundos de investimento

São condomínios de investidores organizados sobre um CNPJ comum e cujo capital é alocado pelo gestor em títulos financeiros (ações, debêntures e títulos públicos). O direcionamento dos recursos depende da política de investimentos do clube, descrita em estatuto e aprovada em assembleia.

A remuneração do gestor consiste em uma taxa de administração, que é um percentual incidente sobre o volume de recursos investidos, definido por ano e pago mensalmente. Além dela existe a taxa de performance, um percentual sobre o lucro obtido acima do referencial de mercado adotado para o investimento (Ibovespa, CDI, inflação). No caso dos fundos e clubes, essas taxas são definidas no estatuto (regulamento); nas carteiras a taxa é definida pelo contrato de administração.
Por fim, existem as sociedades corretoras, empresas autorizadas pelo Banco Central que executam a intermediação de títulos e valores mobiliários na BM&FBovespa, o ambiente de negócios onde cada corretora apresenta a oferta de seus clientes uma para a outra através dos terminais remotos chamados de Megabolsa, que dão acesso ao pregão realizado 100% eletronicamente.

A CRPC Asset Management é uma gestora de recursos especializada em alternativas de renda variável. A empresa administra atualmente R$ 65 milhões que estão aplicados em fundos de investimentos. Sua clientela é formada por pessoas físicas e jurídicas de alta renda cujo objetivo é obter um retorno acima da média do mercado, utilizando para isso estratégias de investimento de longo prazo. A Asset tem seis anos de atuação e seu fundador, Luiz Fernando de Araújo (na foto com o empresário Manoel Ferreira, diretor-presidente da Agemar, cliente desde a fundação), é credenciado pela CVM desde 2004, possuindo também a certificação do CFA Institute, que é reconhecida mundialmente.

“Frequentemente adotamos estratégias contrárias aos movimentos de curto prazo do mercado. Esse tem sido um dos principais fatores que explicam a nossa performance nos últimos seis anos, que tem sido de 32% de valorização ao ano. Costumamos sugerir aos nossos clientes que utilizem o retorno obtido nos investimentos realizados conosco como parâmetro para avaliar os desempenhos dos investimentos realizados em suas empresas”, desafia Luiz Fernando.

A Finacap é uma empresa independente especializada na administração de recursos e autorizada a atuar desde 1997, tendo como sócios Aristides Bezerra e Samuel Emery. Ela atua como consultora de investimentos focada na estruturação de carteiras, clubes e fundos, oferecendo inclusive o Fundo Finacap, que desde sua fundação, há 13 anos, acumula uma rentabilidade de 1.705,70%, número atualizado até fevereiro de 2010, o que representa em média 25% de valorização anual. O fundo tem um valor de aplicação mínimo de R$ 500 com aplicações posteriores mínimas de R$ 300, taxa de administração de 2,5% ao ano e taxa de performance de 20% sobre o lucro excedente, tendo como base o índice Bovespa médio.

“É preciso olhar com atenção os fundamentos de cada empresa para investir certo. Saber avaliar a dinâmica de seu setor de atuação, seu perfil de composição societária, o horizonte de seu produto e seus indicadores econômico-financeiros”, ensina Samuel Emery.

“O novo momento do mercado de ações no Brasil é promissor. O país tem estabilidade econômica e inflação reduzida, entrando agora num ciclo sustentado de crescimento”, acredita Aristides Bezerra.

Aprendendo a “ler” o mercado

As crises na bolsa são cíclicas e não é simples prevê-las. Sua chegada é geralmente precedida de movimentos bruscos e significativos relacionados ao comportamento psicológico, não raro de euforia, que assola a maioria dos investidores, um efeito conhecido como manada. Um exemplo significativo do efeito manada foi o boom das empresas pontocom, que atingiu seu auge na virada do milênio. Naquele momento todo mundo só queria comprar ações das empresas ancoradas no então negócio do futuro, a tecnologia. Assim formou-se uma bolha especulativa e, pouco depois, aconteceu um choque de liquidez e muitos perderam seus investimentos.

Outro caminho inicial para o neoinvestidor entender os componentes para a formação de uma crise é observar o comportamento macroeconômico dos países que detêm as principais bolsas mundiais. Por exemplo, quando a inflação cresce, os bancos centrais elevam os juros para conter o consumo. Ao agir assim, as alternativas de renda fixa começam a se tornar mais atraentes e competir com o mercado de ações, o que potencializa uma migração de capital do mercado acionário para as opções de renda fixa.

Outra realidade a ser considerada é o papel da internet. Quando houve a quebra da Bolsa do Rio de Janeiro em 1989, o mercado internacional não tomou conhecimento. Hoje os mercados globais estão dramaticamente interligados e qualquer movimento local pode ter reflexo mundial, como o recente colapso financeiro motivado pelo princípio de calote na dívida privada do megaprojeto Dubai World e a fraude fiscal envolvendo os números da Grécia. Se a alternativa de investimento for a renda variável, a instantaneidade deve fazer parte do cotidiano do investidor.

É importante considerar ainda as duas linhas de pensamento que norteiam a análise dos papéis. A primeira, chamada de fundamentalista, se apoia na análise dos indicadores econômicos da empresa, como o fluxo de caixa, o patrimônio líquido, o parecer das agências de risco sobre a qualidade do crédito da companhia, seu nível de governança e endividamento. A esses aspectos serão adicionadas premissas macroeconômicas como inflação, PIB, taxa de juros e estabilidade político-econômica.

A segunda forma de análise é gráfica e avalia o comportamento do preço da ação na linha do tempo. Essa corrente defende que todos os fatores estudados pela escola fundamentalista (além de outros, como a manipulação do mercado) estão incorporados no preço e este segue um padrão que revelará tendências, o que permitirá tecnicamente identificar oportunidades de compra e venda.

Outro mandamento a ser considerado na hora de investir é a diversificação. Diversificar significa diluir o risco. Quem faz isso está sujeito a menor volatilidade do mercado. Quando um setor estiver ruim, outro estará melhor. No início, para evitar fortes emoções, o melhor é dar preferência a papéis de empresas sólidas, chamadas de blue chips, e com menor risco do ponto de vista do investimento.

Outro fator de suma importância é aprender a distinguir quando uma ação está cara ou barata. Uma ação da Petrobras marcada a R$ 35 pode ter um valor relativo mais atraente que uma ação de uma empresa que custa R$ 1, mas cujo horizonte de expansão não está tão bem definido. O que definirá a noção de valor é a perspectiva oferecida.

Por fim, é preciso enxergar a essência da lógica de participar desse mercado, sintetizada na frase do experiente investidor José Berinson, que há quatro décadas acompanha esse ambiente a partir de Pernambuco:

“O princípio básico de investir na bolsa é a possibilidade de se tornar sócio das empresas prósperas e produtivas do país”.

Blue chips

São as ações das empresas mais bem cotadas nas bolsas de valores, papéis de reconhecida lucratividade e liquidez que apresentam o maior volume de negociação na bolsa e, por isso, atingem as cotações mais altas.

Day trade

Day trading e intraday trading são expressões que significam compra e venda de um ativo (ações, derivativos, commodities ou moedas) no mesmo dia, como uma forma de especulação na bolsa de valores com o objetivo de ganhar com a oscilação do preço ao longo do dia. O investidor profissional de day trading é chamado de day trader.
A atividade surgiu com o estabelecimento de bolsas eletrônicas e de plataformas de negociação acessíveis pela internet e também é aberta para pessoas privadas. O day trading é uma operação especulativa de alto risco, podendo trazer altos ganhos, mas também altos prejuízos ao investidor. Os operadores de day trade buscam apenas pequenas variações dos preços do ativo no curtíssimo prazo. Normalmente as suas entradas e saídas são rápidas, pois eles objetivam ganhar apenas parte do movimento de uma tendência, não importando se ela é de alta ou de baixa.

Geralmente eles realizam vários trades durante o dia. As condições mínimas para que um day trader consiga realizar suas operações é que o ativo tenha liquidez e que se mova em tendências. Eles procuram ativos que não tenham grandes spreads (diferença de preços) no livro de oferta, pois os stops podem ficar distantes e os prejuízos, maiores do que o esperado.
Em todas as operações que o operador de mercado realiza, ele já entra sabendo qual a perda máxima que pode sofrer. É o chamado stop loss, que é o limite de erro que o operador aceita caso a operação dê errado. O day trader é muito atento às taxas cobradas pelas corretoras, visto que seus lucros em cada operação costumam ser pequenos. Algumas corretoras costumam cobrar pequenas taxas fixas de corretagem, o que acaba sendo um atrativo para os day traders. Além das corretagens, as operações sofrem cobrança de emolumentos, taxas de liquidação, Imposto sobre Serviço (ISS) e Imposto de Renda (IR).

Negócios PE - 16ª Edição
Revista Negócios PE

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