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INSTITUCIONAL

Por Antônio Magalhães

INOVAÇÃO NA JUSTIÇA

A Sexta Turma do Tribunal Superior do Trabalho rejeitou recurso da Livrada Cultura contra decisão que afastou a justa causa aplicada a um auxiliar de logística acusado de combinar com colegas falta coletiva ao trabalho num grupo do aplicativo WhatsApp. A Turma entendeu que não ficou comprovada a sua participação na combinação. Todos observando as redes sociais.

 

JOÃO SEM MEDO

No momento ern que a sociedade brasileira se arrepia com a relação da politica com o empresariado, revelada pelas operações policiais da Lava Jato, o prefeito de São Paulo, João Dória, estabelece novo parâmetro da colaboração entre o Poder público e o setor privado. Um relacionamento, segunda Dória, sem contrapartida governamental. Ele conseguiu mobilizar empresários paulistas em prol de causas sociais, como o uso noturno de centros privados de diagnósticos médicos para atender pacientes do SUS e para a distribuição em escolas municipais de equipamentos de informática sem ônus para a Prefeitura, entre outras ações filantrópicas.

Ele não tem medo de polêmica, seja com empresários ou políicos. Sem ter vivenciado práticas antigas e ilícitas da política nacional, Dória foca sua gestão na criatividade e na eficácia das suas ações. Coisa nova no mundo político nacional. Ao agir em conjunto com o empresariado na busca de soluções para os problemas paulistanos, o prefeito valoriza a solidariedade dos mais abastados com aqueles mais carentes, sem demagogia. É o futuro chegando. 
 

RESERVA DE MERCADO

Há quem pense que os efeitos perversos da reserva do mercado de informática acabaram em 1992, quando foi oficializada o fim da medida estabelecida em 1985. Pelo contrário, a informática, conhecida hoje como Tecnologia da Informação e Comunicação, pilar da inovação no país, vez por outra volta a sofrer ataques, seja vitimada por uma tecnologia defasada ou por ação do Estado. Os que querem o atraso colocaram as unhas de fora na regulamentação do aplicativo de mobilidade urbana Uber.

Para o presidente da Associação de Empresas de Tecnologia da Informação de Pernambuco, Assespro-Pe, (Ítalo Nogueira, a decisão da Câmara Federal de restringir uso de aplicativos de mobilidade "é uma clara sinalização de que o Brasil combate a inovação, penaliza a criatividade e despreza ganhos de produtividade".

Ítalo Nogueira, na verdade, acha que o papel do Estado é apoiar o setor com incentivos fiscais e facilitar a criação de novos polos de produção de tecnologia e inovação. Hoje, segundo ele, existem formas de financiamentos privados para as startups. O que se deseja é pôr fim a sanha regulatória do Estado. O fim do engessamemo do setor.
 

PERGUNTAS PARA O ECONOMISTA TARCÍSIO PATRÍCIO DE ARAÚJO

A FALTA DE QUALIFICAÇÃO PROFISSIONAL ATRASA O DESENVOLVIMENTO

Sessenta anos depois da sua divulgação continua pairando como uma assombração a análise do padre francês Louis-Joseph Lebret sobre o desenvolvimento social e econômico de Pernambuco e do Nordeste. Ele não era um vidente ou adivinhador apenas um analista aguçado que viu e estudou o futuro do Estado e da Região. É verdade que a maior parte do que preconizou no seu trabalho não se realizou mas mostrou o valor do planejamento na gestão governamental.

O livro Diálogos com Lebret - 60 anos depois (CEPE/Ceplan), que teve como organizadores Tarcísio Patrício de Araújo e Francisco Jatobá de Andrade, traz o texto integral da análise do padre e reúne ensaios de especialistas pernambucanos comentando as diversas facetas deste importante relatório.

Para o prefaciador do livro, Roberto Cavalcanti de Albuquerque, ex-presidente do Condepe, órgão de planejamento do Estado, Lebres apontou na época a incapacidade do Nordeste de assegurar seu próprio desenvolvimento, os níveis econômicos muito baixos para a massa de operários e lavradores e quadros técnicos insuficientes.

Vale destacar a baixa qualificação dos recursos humanos da época avaliada por Lebret. Segundo o economista Tarcísio Patrício, autor, juntamente com Roberto Alves de Lima, do ensaio sobre o tema, pela ótica do pesquisador a pedagogia até a metade do século passado não formava homens necessários à valorização da terra, instrutores e técnicos agrícolas. Lebret também se queixava da falta de pessoal qualificado e equipamentos do Senai (Serviço de Aprendizagem Industrial).

O que era preciso para mudar o contexto nos anos 50?

Dar acesso à terra e à educação, pilares da argumentação do padre. Terra e reforma agrária como recursos básicos para uma economia rural, capitalista e organizada. E a educação como valorização humana e garantia de produtividade que propiciasse uma agricultura sólida e sustentável, e uma economia urbana tanto quanto. As migrações, portanto, em tal contexto, seriam problema sem a gravidade que o Brasil enfrentou durante os anos de consolidação industrial, de 1930 a 1980.

Sem terras e educação os migrantes tomaram as grandes cidades brasileiras.

Embora restem controvérsias a respeito, tem peso na literatura especializada a visão do Nordeste como um bolsão de reserva de mão de obra, o que funcionou como fator de rebaixamento do salário médio na indústria e outras atividades urbanas no pais. A conexão com o mercado de trabalho neste caso é direta. Um dos contrapontos mais evidentes quando se faz apreciação das proposções de Lebret.

Passados 60 anos mudou de forma significativa este contexto de carências?

Como contraponto à análise de padre, o avanço da dimensão educacional no Brasil permanece insuficiente. Não é possível colocar o país no estágio que deveria alcançar levando em conta o potencial dos recursos produtivos. Nada estaria mais longe de um dos pressupostos básicos de Lebret. De fato, toma-se evidente que em termos qualitativos a situação é mais grave que a percebida pelos indicadores quantitativos. O atraso educacional amplia e consolida e pobreza e a desigualdade social, em Pernambuco, no Nordeste, no Brasil. Bem diferente dos sonhos de Lebret.
 

Negócios PE - 43ª Edição
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