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INSTITUCIONAL

Por Antônio Magalhães

208 MILHÕES DE SMARTPHONES
0 Brasil terá um smartphone em uso por habitante até o final de 2017 — segundo dados da 28ª Pesquisa Anual de Administração e Uso de Tecnologia da Informação nas Empresas, realizada pela Fundação Getúlio Vargas de São Paulo (FGV-SP). De acordo com a pesquisa, até outubro a base instalada de smartphones no País será de 208 milhões de aparelhos.


Por que isso é uma boa notícia não só para os fabricantes de aparelhos? O uso da smartphones, com seus variados aplicativos, facilitam a vida dos jovens, claro, e também daqueles com mais idade. A mobilidade e a facilidade do acesso vão interessar muito mais a esses que fizeram a transição do analógico - o telefone fixo, a máquina de escrever etc - para o digital. Tudo fica mais fácil quando não há necessidade se postar diante de um desktop cheio de fios e intimidador. A ajuda ao acesso e navegação são facilitadas com a mobilidade.

O FÓRUM ESTÁ DE VOLTA
A Fundação Joaquim Nabuco retomou em 2016 os seus Seminários de Tropicologia por iniciativa do seu presidente Luiz Otávio Cavalcanti. É hoje um importante fórum para a discussão da sociedade brasileira e, principalmente, nordestina. No mês de julho passado, o seminário tratou da Educação e Progresso Social. E recebeu o especialista Simon Schwartzman. Para ele, não faltam pesquisas sobre o tema, “o que falta é a implementação de políticas adequadas. Hoje em dia já existe um conhecimento bastante aprofundado de quais são as questões e os problemas e em que direção precisamos caminhar. O que não se tem conseguido é que a sociedade se organize para fazer o que é necessário”. E que fóruns como o Seminário de Tropicologia permitam que as iniciativas pensadas e discutidas cheguem finalmente à população. Os debates acontecem uma vez por mês.

PE INDEPENDENTE
O bicentenário da Revolução Pernambucana de 1817 agitou o imaginário de um segmento que vê como uma boa iniciativa a independência política e territorial de Pernambuco em relação ao Brasil. Há 200 anos isto foi tentado, chegamos a formar um governo próprio, ter um embaixador em Washington (EUA), emitir moeda e criar uma bandeira que está aí até hoje. Mas durou pouco: as tropas imperiais esmagaram violentamente a revolução com mortes ou exílio dos líderes e a perda da então província de Alagoas. Pernambuco diminuiu de tamanho com Dom João VI. Com Pedro I, em 1824, outra revolta derrotada no Estado levou parte do território pernambucano às margens do São Francisco. Ficamos com esta tripa de Estado: magro, rígido mas que não se dobra.

Agora jovens do Grupo de Estudo e Avaliação de Pernambuco Independente (GEAPI) - está no Facebook - voltam a falar no tema sugerindo opções legais diante do empecilho constitucional para fazer existir um Pernambuco independente do Brasil. Que seria um fim dos repasses escorchantes de impostos para o Governo Central - um dos motivos da revolta de 1817 -, a autodeterminação para negócios e acordos bilaterais com variadas nações. Um longo caminho de discussão. Ouvido sobre o tema o advogado Sílvio Amorim, do IAHGPE, lembrou que em caso de fracasso do movimento independentista podemos perder mais território. "Talvez só reste a Região Metropolitana”, alertou.

PERGUNTAS PARA KLÉBER DANTAS


SEMPRE DE OLHO NO FUTURO
Uma pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) aponta que até 2055 o número de pessoas com mais de 60 anos vai superar o de brasileiros com até 29 anos. Já estudo do Mosaic Brasil da Serasa Experian diz que a metade dos idosos de hoje - cerca de 12 milhões - faz parte da classe média e usufrui de boas condições de vida. E que esse pessoal está aproveitando a idade para retomar os estudos, investir em lazer e voltar ao mercado de trabalho.


O consultor de inovação Kléber Dantas, 59 anos, viu de perto este fenômeno socioeconômico. Numa feira internacional, no Vale do Silício, Califórnia (EUA), ele notou que pessoas com mais de 60 anos participavam diretamente da captação de negócios e estavam profundamente envolvidos com as empresas de tecnologia da informação. E registrou isso na sua página do Facebook.

 

PARA MUITOS, CHEGAR AOS 60 ANOS É O MOMENTO DE SE AFASTAR DOS NEGÓCIOS E DA VIDA.
A relação da idade com a produtividade no trabalho não tem nada a ver com a idade cronológica. Tem a ver com a postura diante da vida e da maneira como você se mantém atualizado sobre tendências e dinâmicas. No principal evento do Vale do Silício, a Maker Fair, que reúne empreendedores de TI, boa parte dos monitores eram pessoas com mais de 60 anos de idade.

O QUE ESSE PESSOAL TEM QUE FAZER PARA SE MANTER ATIVO?
Tem que estar profundamente antenado com que se passa no mundo dos negócios. Acho que não se pode desperdiçar o conhecimento de pessoas com décadas de atividades. 0 melhor dos mundos para este grupo é quando ele tem energia, vigor e até uma certa irresponsabilidade - típica dos mais jovens - para empreender, juntando, naturalmente, o talento à experiência.

PERNAMBUCO TEM HOJE, SEGUNDO O IBGE, QUASE 10 POR CENTO DE PESSOAS COM MAIS DE 60 ANOS. A METADE DELES, SE FOR SEGUIDO O INDICATIVO DA PESQUISA ACIMA, GIRA EM TORNO DE 400 MIL PESSOAS COM CAPACIDADE DE TRABALHO. MAS SÓ A VONTADE DELES DE VOLTAREM AO MERCADO DE TRABALHO NÃO RESOLVE A QUESTÃO. HÁ AINDA O PRECONCEITO DAS EMPRESAS EM RELAÇÃO AOS TRABALHADORES MAIS VELHOS. É ISSO MESMO?
Existe mesmo esse preconceito. E ele é retroalimentado, isto é, muitas destas pessoas mais velhas não se preparam adequadamente à nova era pessoal e profissional. Isso faz com que elas sejam relegadas no mercado de trabalho. Conheço pessoas com 70 anos com boa disposição, bom preparo e criatividade que ainda estão bem atuantes. Eu mesmo, com 59 anos, não me sinto como um velhinho.

E COMO O MERCADO DE TRABALHO PODE AGIR PARA ESSE CONTINGENTE DE PESSOAS COM MAIS IDADE E MAIS EXPERIENTES?
A medicina avançou muito dando uma melhor qualidade de vida para pessoas acima dos 60 anos. 0 Pi lates resgata o vigor físico. É uma geração que ainda tem muito a dar para os negócios. Ao lado de eventos para jovens empreendedores valia a pena também focar nestes empreendedores sêniores. É um desafio para fazer aos mais velhos: eles ainda podem ter oportunidades de vida profissional útil.

COMO SERIA UMA STARTUP SÓ DE PESSOAS IDOSAS?
Uma chatice. Como também aconteceria numa empresa só com jovens. É necessário que se mescle a experiência com o talento. Pessoas de idades variadas podem fazer isso. Promovendo caminhos mais confiáveis e consistentes.

QUANDO UMA PESSOA É VELHA?
Quando seu estoque de memórias é maior do que o de sonhos. Já o jovem, não importa a idade cronológica, tem um estoque de sonhos maior do que o de memórias.

Negócios PE - 44ª Edição
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