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Ideologia e Economia

Seria uma rima, mas não seria uma solução, disse Drummond, caso se chamasse Raimundo diante de um "Mundo mundo vasto mundo" (Poema de Sete Faces).
Foto: Cecília Sá Pereira

Gustavo Krause é ex-prefeito do Recife, ex-governador e ex-ministro de Estado

O mesmo diria o professor de Economia no primeiro dia de aula.

Ideologia é uma palavra usada tão frequente quanto equivocadamente. A teoria política lhe atribui três significados: o da ciência das ideias, o de falsa consciência imposta pelos dominantes aos dominados (concepção marxista), e um sistema de crenças que orienta as ações. O último significado é usado com mais frequência, agregando-se no uso corrente uma overdose de dogmatismo, voluntarismo e fanatismo político. Mais precisamente, a crença radical de que este mundo pode ser transformado num paraíso terrestre pelas mãos redentoras dos salvadores da pátria.

Quando governantes, sob a influência de gurus e ideológicos, manejam o poder, guiados pela cegueira ideológica das verdades reveladas, tangem seus rebanhos para o caminho dos abatedouros.

Nada profético. É a história que ensina. E não existem mais que duas veredas: a da perdição e a da salvação.

A perdição é filha da arrogância; a salvação é filha da prudência. E a prudência, por sua vez, é a virtude de seguir princípios claros, consagrados pela experiência e atestados pela sabedoria.

Aí entra em cena a Economia, “ciência lúgubre” na visão cáustica de Thomas Carlyle que, antes de ser “lúgubre”, é a
“ciência (nomos) da casa (Oikos)”, como revela o significado etimológico, ou seja, é uma ciência regida por princípios simples e universais.

Senão, vejamos: pergunte a um pai de família o que acontece se ele gasta mais do que ganha; pergunte o que acontece se ele se endivida mais do que pode pagar; pergunte o que ele mais deseja deixar como herança para os filhos.

Ora, o governo do PT age como um pai perdulário e irresponsável para com o futuro dos brasileiros. Ainda que juridicamente amparado, é réu confesso do delito de fraude eleitoral.

O Brasil, infelizmente, não se defronta com uma crise; defrontase, isto sim, como uma superposição de crises em cuja base está a mais profunda, que é a crise de confiança e representatividade entre eleitos e eleitores.

A esta altura da nossa trajetória histórica, deveríamos estar dando saltos de produtividade e inovação, associando educação formal e cívica a instituições sólidas, mirando, orgulhosos, um futuro promissor. No entanto, estamos aguardando a passagem do bloco dos sujos.

A fantasia da contabilidade mascarada e o porre de consumo irresponsável transformaram-se no triste cenário de serpentinas partidas.

Negócios PE - 35ª Edição
Revista Negócios PE

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