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Colunas » Negócios PE - 29ª Edição

Institucional

Por Antonio Magalhães | antoniomagalhaes@ymail.com

FUTURO DE SUAPE (I)
Diz o deputado federal Mendonça Filho (DEM-PE) que a modernização dos portos, tão propagada pelo governo Dilma, com a apresentação da MP dos Portos, infelizmente não passou de “conversa pra boi dormir”. O texto aprovado pelo Congresso vai prejudicar muito o Porto de Suape, hoje um dos melhores do País.

FUTURO DE SAUPE (II)
Na verdade, assegura Mendonça Filho, a MP contempla quatro ou cinco portos privados e aumenta os custos (operacionais e de mão de obra) de portos públicos com operação privada, como é o caso de Suape, que perderá competitividade para portos como Pecém, no Ceará.  

SITUAÇÃO DIFÍCIL
Hoje, metade dos brasileiros usa o transporte público e a outra metade locomove-se em carros. A estimativa da Associação Nacional das Empresas de Transportes Urbanos (NTU) é de que, em 20 anos, se continuar o atual ritmo de venda de carros novos e não ocorrerem investimentos significativos no transporte de massas, 65% dos brasileiros vão circular em veículos particulares e 35% em coletivos.

INDEXAÇÃO
Muitos leitores desta revista talvez não tenham ideia, até por uma questão de faixa etária, do que foi a hiperinflação brasileira pré-Plano Real. E muito menos tenham referência do mal provocado pela indexação de preços e salários ao índice inflacionário. O chamado gatilho de preços e salarial. Pois é. Agora, com o crescimento da inflação brasileira acima da meta, vamos passar por dificuldades na hora de reajustar os preços e negociar salários. O índice da inflação vai ser o principal item de estudos e debates. Todos vão perder no processo: o empresário e os empregados. O próprio Banco Central já registrou na ata do Comitê de Política Monetária que “a confiança de empresas e famílias sobre o tema piorou e que isso pode ser um gatilho para mais inflação”.

ACESSO ÀS LEIS
A Assembleia Legislativa de Pernambuco disponibiliza para consulta gratuita a legislação estadual atualizada. E é fácil o acesso ao site da Alepe Legis. Basta digitar http://legis.alepe.pe.gov.br

 

Assembléia Legislativa de Pernambuco

PERGUNTAS PARA O ARQUITETO CÉSAR BARROS

O Recife tem que procurar novas soluções

O arquiteto César Barros foi presidente da URB Recife. Deixou o cargo no governo João Paulo, mas continuou preocupado com a questão urbana da capital. Recentemente lançou um livro eletrônico, o Recife Enxerido, como uma provocação aos gestores públicos, no qual aponta medidas simples, imediatas e exequíveis que poderiam melhorar a vida do recifense. Barros destaca que os problemas da cidade prosseguem inercialmente e as autoridades respondem apenas emergencialmente a eles. Para o arquiteto, é preciso mudar o paradigma das soluções. “Estamos discutindo as mesmas questões há 20 anos e nada se resolve”, completa.

 

César Barros, arquiteto

Qual seria o novo paradigma?
Na questão da mobilidade, por exemplo, que tem hoje mais técnicos do que entendidos em futebol, discute-se o problema com a mentalidade carrocrata, criando opções de viadutos, binários, vias expressas, que, quando prontos, estarão engarrafados do mesmo jeito. São opções com o prazo de validade vencido. A cidade tem que ser pensada para os seres humanos, com a melhoria das calçadas, ciclofaixas, vias expressas de transporte público. Estamos repetindo os problemas e as mesmas soluções vencidas.

O caso do metrô do Recife seria um desses casos?
Sim. O metrô do Recife aproveitou as linhas férreas existentes sem um estudo territorial que realmente definisse as prioridades para a rota. Teria que ser no traçado Norte/Sul e Leste/Oeste, um eixo equivalente à Avenida Agamenon Magalhães e à Avenida Caxangá, com ramais abastecendo as linhas principais. O planejamento urbano de modo territorial nunca aconteceu. Prevaleceu o pragmatismo em cima do já existente.

Todo gestor público se enfrenta com a falta de recursos para tocar seus projetos. Como superar essa dificuldade?
Existem recursos, mas o problema sério é o maquiavelismo na gestão pública. São três tempos que gerem a coisa pública: o político, o técnico e o financeiro. Quando os três não acontecem juntos, as ações não se desenvolvem. É preciso afinar essa questão e ter outra ótica para ver a cidade. O ser humano tem que prevalecer. Sou cético a curto prazo e esperançoso a longo prazo. O Recife melhorou sua arrecadação, as demandas urgentes tendem a diminuir em breve e, com a participação do Ministério Público, redes sociais e cidadãos, as coisas vão mudar naturalmente. Mas de forma lenta. 

 

CONGESTIONAMENTO
O economista Gustavo Maia Gomes criou o Índice de Congestionamento Urbano para melhor entender o que se passa nas nossas cidades. Segundo ele, em 14 anos o índice foi multiplicado por 2,74, no Nordeste; 2,27, em Pernambuco; e 2,07, no Brasil. E nada foi feito nos governos para amenizar o desastre. Ao contrário: no caso do Governo Federal foram dados poderosos estímulos fiscais e creditícios para a produção e a compra de automóveis e motos, ao mesmo tempo em que nada era feito para permitir que as cidades abrigassem essa avalanche de novos veículos.

 

Pirâmide
As pirâmides financeiras têm agora um aliado de peso para continuar a acontecer no País: as redes sociais que possibilitam a rápida difusão desse método escuso de ganhar dinheiro. Há quem tenha pena de quem perdeu dinheiro nas pirâmides. Mas, convenhamos, os supostos sabidos encontraram outros mais sabidos. É lamentável que se tenha de endividar, enganar amigos e parentes para lucrar. Dinheiro se ganha com talento e muito trabalho.

Terceirização (1)
O advogado trabalhista Marcos Alencar acha que o Projeto de Lei do deputado Sandro Mabel, que regulamenta e amplia a terceirização do trabalho, pode até ser aprovado, mas não seria bem visto pela Justiça do Trabalho e pelo Ministério Público do Trabalho. Qualquer brecha da lei seria usada pelo judiciário especializado para descaracterizar o trabalho terceirizado, transformando-o em vínculo empregatício.

Terceirização (2)
Para Marcos Alencar, seria arriscado para o empresário sério apostar na ampliação do processo de terceirização, englobando atividade meio e atividade fim.  Ele lembra o caso das cooperativas de trabalho que, apesar de legais, quase foram banidas do mundo trabalhista por pressão da Justiça do Trabalho.

Terceirização (3)
Alencar acha que a presidente Dilma vai vetar parte do projeto por conta das pressões. Mas, segundo ele, o próprio Governo Federal está interessado na ampliação da terceirização para atividade fim. E aponta o silêncio do ministro do Trabalho sobre o projeto de lei como um indicador. A Administração Federal, caso o PL fosse aprovado como está, não precisaria fazer mais tantos concursos públicos para abastecer a máquina estatal, terceirizando a atividade fim. 

 

Negócios PE - 29ª Edição
Revista Negócios PE

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