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Mercado Imobiliário - Recuperação lenta e gradual

Apostas são para o segundo semestre. Especialistas dizem que nichos de mercado podem driblar a crise

Por Bárbara Travassos

Carlos Tinoco da ADEMI está otimista para o segundo semestreAs perspectivas positivas para o mercado imobiliário em Pernambuco começam a despontar para empresários e clientes. As apostas estão concentradas em uma recuperação a partir do segundo semestre de 2017. Estes dados podem ser observados pelo aumento do interesse na compra, a curto prazo, da maioria dos cerca de 6.500 visitantes que participaram do maior evento do setor no Estado, a Semana Imobiliária de Pernambuco, realizada no final de março.


A feira, organizada pela Associação das Empresas do Mercado Imobiliário de Pernambuco (Ademi-PE), existe desde 2008. Cerca de 90% dos clientes que responderam à pesquisa aplicada no último evento informaram que tinham intenção de comprar um imóvel nos próximos seis meses e que a crise econômica não interferia nesta decisão. Este percentual foi menor na edição anterior, de outubro do ano passado, em que o nível de confiança do consumidor no mercado era de 70%.


O presidente da Ademi, Carlos Roriz Tinoco, acredita que a partir de agosto o cenário econômico para o setor imobiliário começa a melhorar. “Já sentimos a volta da procura de clientes por imóveis, inclusive, nas visitas aos canteiros de obras. Os distratos também já não estão mais tão vorazes”, pontua. Ele credita esta retomada a um acesso ao crédito bancário mais facilitado para os consumidores, com taxas de juros menores e necessidade de demanda ainda reprimida pelo déficit habitacional, que gira em torno de 6 milhões de moradias, segundo dados da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC).

Até o final de 2016, as unidades de imóveis prontos em estoque, no Estado, somavam quase 7.750 unidades. Mas para Tinoco, que é dono da Construtora Santo Antônio, os negócios estão melhorando. Ele afirma que a empresa teve um incremento nas vendas de 30% este ano. “Para nós, o mês de janeiro foi o melhor desde 2015”, revela, ressaltando ainda que a construtora está lançando um empreendimento no bairro dos Aflitos, na Zona Norte do Recife, e tem dois terrenos em prospecção em Setúbal, Zona Sul da cidade, com previsão de iniciar as obras ainda este ano.


Já o presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil em Pernambuco (Sinduscon-PE), José Antônio de Lucas Simon, prefere ser menos otimista com o cenário, enxergando uma retomada do mercado imobiliário mais lenta e gradual do que se esperava no início de 2017. Ele atribui a cautela à falta de confiança na política do país, à insegurança jurídica relacionada aos formatos das Parcerias Público-Privadas (PPPs), à difícil situação econômica para estados e União, além da falta de crédito para construtoras que não conseguem, por tudo isso, alavancar seus negócios.


“O governo facilita a aprovação de crédito, na ponta, para clientes comprarem seus imóveis. Mas o construtor ainda sofre com a restrição de créditos para tocar suas obras”, salienta Simon. E para a base desse mercado, que é a indústria da construção civil, uma grande manivela impulsionadora dos negócios, que foi o investimento no programa do Governo Federal Minha Casa Minha Vida, está minguando e já não tem o mesmo pique e nem atrativos. “Muitas construtoras ganharam dinheiro e se capitalizaram com o programa que, no início, entregou 750 mil casas populares. Agora, para bater a meta do programa, restam apenas 150 mil unidades prometidas pelo governo a serem entregues até o final de 2017”, lamenta o presidente do Sinduscon-PE.


O coordenador do Núcleo de Economia da Federação das Indústrias do Estado de Pernambuco (Fiepe), Thobias Silva, concorda com o posicionamento de uma reação positiva do mercado imobiliário “mais lenta e gradual”, como diz o presidente do Sinduscon. Silva aponta como termômetro os dados do Índice de Velocidade de Vendas (IVV) de Imóveis, fornecidos pela Ademi e pelo Sinduscon, que mostram uma taxa média em 2016 de 4,5%, tendo atingido o pico de 6,5% no mês de julho e, no mês de abril, de apenas 2,3%. E para 2017, a mola propulsora que pode alavancar as vendas dos imóveis prontos no Estado é o fator empregabilidade do cliente, que ainda não mostra sinais de recuperação.


A taxa de emprego em Pernambuco caiu vertiginosamente – 10,8% no ano passado, tendo o setor da construção civil como o maior responsável pelo número de demissões (12,1 mil), grande parte sendo de trabalhadores de Suape. Mas para Thobias Silva, ainda há uma luz no fim do túnel e o ano de 2017 apresenta uma tendência positiva. “O consumidor está mais confiante e os dados de recessão econômica começam a apresentar leve recuperação. A queda mais acentuada da taxa de juros Selic, a redução da inflação e a volta dos investimentos devem promover a recuperação da renda e do emprego. Entretanto, não será uma recuperação rápida. Será lenta e gradual”.


O Boletim Focus, desenvolvido pelo Banco Central, aponta para uma redução da taxa Selic em 2017 a uma porcentagem menor que os dois dígitos resistentes até o final do ano passado (variação média em torno dos 11%). O Comitê de Política Monetária (Copom) prevê, para o final deste ano, que a Selic terminará em 8,5%.


Vendendo oportunidades


Para movimentar o estoque das unidades prontas, uma saída é focar na venda dos “imóveis de oportunidade”, como categoriza o diretor da imobiliária Zaidan Gestão de Imóveis, Felipe Zaidan. Ele destaca que os apartamentos de um quarto (estilo flat) estão sendo bastante procurados por investidores.


“A maior procura, ainda hoje, é por imóveis com dois e três quartos, representando de 40% a 50% da demanda. Com isso, os preços dos flats caíram e os investidores enxergaram, neste produto específico, uma oportunidade. A rentabilidade com aluguéis de flats varia de 0,7% a 0,9% do investimento inicial, equiparando-se a rendimentos em aplicações bancárias”, detalha.


Zaidan também destaca que os preços dos imóveis estão estabilizados há cerca de dois anos e, devido à insegurança econômica trazida pela atual conjuntura do país, os clientes deixaram de aplicar em poupança para investir em bens duráveis como os imóveis. Os preços médios de apartamentos de um quarto variam em torno de R$ 150 mil e os de dois quartos, de R$ 300 mil.


A construtora que mais vende estes apartamentos compactos – estilo flat e home service – em Pernambuco é a Dallas. Sérgio Arruda, à frente da empresa, diz que para este ano estão previstos dois lançamentos: um na Zona Norte do Recife e outro na Zona Sul.

A Haut Incorporadora Design aposta no mercado de luxo e tem cinco lançamentos para 2017

Inovação supera a crise


Investimentos em época de crise, inovação, projetos sustentáveis e com design arrojado. Este é o perfil da Haut Incorporadora Design que, há menos de um ano no mercado, vem buscando um diferencial dentro do nicho de imóveis de luxo. A construtora tem cinco empreendimentos programados para 2017.


Entre hotéis-boutique conceito “life style” e complexos que mesclam categorias empresarial, turística e residencial, a incorporadora vem apostando no alto padrão de qualidade técnica e parcerias com empresas do exterior. Com previsão de lançamento para agosto, em área nobre do bairro de Boa Viagem, Zona Sul do Recife, a Haut se associou à maior operadora de hotéis-boutique – de acordo com a Revista Forbes –, a colombiana Click Clack, que dará o mesmo nome ao empreendimento.


Com o intuito de aplicar o que o diretor presidente da incorporada, Thiago Monteiro, chama de “gentileza urbana”, a fachada do local será formada por um paredão verde de oito metros de altura composto por vegetação que se estenderá ao longo de uma área de 700 metros quadrados, contornando o hotel.


“Para viabilizar um projeto que garantisse uma forte relação do edifício com a cidade, optamos por liberar todo o térreo para o espaço público, deslocando o embarque / desembarque de veículos e a recepção para o subsolo, protegidos do ruído, da poeira e da insolação”, explica o arquiteto Thiago Monteiro. O prédio terá 18 pavimentos, com 72 apartamentos e operações de padrão internacional no restaurante de rua e no rooftop. O investimento será de 15,6 milhões.”


Na Zona Norte do Recife, a construtora lançará, em setembro, um prédio com 15 pavimentos e 36 unidades. Os apartamentos frontais contam com uma jacuzzi exclusiva. Recentemente lançado pela Haut, o Hotel Praia do Patacho, no litoral alagoano, contará com dez bangalôs, piscina com borda infinita e restaurante com menu assinado pelo chef pernambucano Biba Fernandes. Para o empreendimento foram investidos R$ 6 milhões e a obra será entregue em junho. Já no Litoral Sul de Pernambuco, Thiago Monteiro faz suspense sobre o lançamento, ainda em 2017, de 12 bangalôs exclusivos, formato triplex, com R$ 12,7 milhões de investimentos iniciais.


Em João Pessoa, na Paraíba, a Haut iniciou as obras do Hotel Neue, já com 100% dos 66 apartamentos vendidos. O empreendimento foi planejado para se adequar às normas de sustentabilidade, com toda a estrutura metálica e de eficiência energética, além de requintes como spa com cromoterapia e restaurante de padrão internacional. Ainda na capital paraibana, no bairro nobre de Manaíra, a construtora vai lançar, em novembro, com investimento de R$ 42 milhões, o empreendimento Helveti, composto por três torres: uma empresarial, outra residencial e um hotel.

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