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Artigos » Negócios PE - 36ª Edição

O mercado de gesso

Por Josias Inojosa Filho

O ano de 2014 foi para a economia de Pernambuco um misto de euforia - pela perspectiva da entrada em funcionamento da Refinaria Abreu e Lima, da Fiat, das empresas do Polo Farmacoquímico e dos grandes empreendimentos industriais implantados e em implantação no Litoral e na Zona da Mata - e, com a conclusão da implantação dos grandes empreendimentos, a preocupação em como relocar a grande massa de profissionais desempregados com a conclusão principalmente das obras na região de Suape. Neste sentido, conclui-se que os investimentos em Pernambuco precisarão de continuidade, sobretudo voltando-se a atenção ao Interior do Estado e às obras de infraestrutura.

O salto do PIB pernambucano em relação ao nacional se deu nos últimos anos em razão dos projetos estruturadores conquistados pelo Estado. A projeção para 2015, segundo a Consultoria Econômica e Planejamento (Ceplan), em dezembro de 2014, é de crescimento do PIB de Pernambuco na ordem de 2,3%, enquanto a Região Nordeste deverá crescer 1,21% e o Brasil apenas 0,3%. Lamentavelmente, os quatro primeiros meses deste ano indicam que a crise vem se desenvolvendo num ritmo além do esperado e nos obrigará a imprimir mudanças mais rápidas e de forma positiva, mudanças principalmente no clima de confiança dos empresários e da sociedade.

Em relação ao Interior, o Polo Gesseiro de Pernambuco festejou o ano de 2010 com o entusiasmo da perspectiva de uma década de crescimento do Brasil, a grande retomada do setor da construção civil e a promessa de desenvolvimento duradouro. Isso fez com que os empresários das indústrias do gesso do Araripe investissem maciçamente na ampliação da capacidade produtiva, além do surgimento de novas empresas atraídas pela demanda crescente e a pouca oferta dos produtos de gesso, onde o parque fabril se mostrava comprometido em sua capacidade.

O APL do gesso obteve crescimento expressivo já em 2010 em relação ao ano anterior, com 28% registrados. Em 2011 o crescimento foi de 20%. Contudo, em 2012 a desconfiança do mercado começou no setor da construção civil, provocando uma recessão no setor gesseiro que viu a queda de 4% na produção, voltando a crescer em 2013 em modestos 4,5% e praticamente zerando em 2014, em decorrência da influência negativa para os negócios com o Carnaval em março, a Copa do Mundo de Futebol em junho, e as eleições em outubro e novembro, prejudicando sobremaneira todos os negócios.

Josias Inojosa Filho
Presidente em exercício do Sindicato da Indústria do Gesso em Pernambuco (Sindusgesso-PE)
josiasfilho@me.com

O final de 2014 e início de 2015 mostram que teremos um ano de muitos desafios a enfrentar. O clima de desconfiança dos mercados repercute negativamente nos negócios com o setor gesseiro, o que já é percebido com grande preocupação pelos empresários.

Contudo, onde há crise há também oportunidades, e a criatividade usada positivamente poderá ser o diferencial para a sobrevivência. O setor da construção civil dá sinais de maior redução do ritmo, mas acreditamos que não irá parar, continuará a consumir os produtos de gesso em gradativa maior escala em relação aos demais materiais, pelos já reconhecidos benefícios oferecidos ao conforto habitacional e, sobretudo, com a possibilidade de eliminação de resíduos e o reaproveitamento dos produtos de gesso, que gera uma economia circular e a perpectiva do conceito Berço ao Berço. Cabe ao empresário produtor de gesso se aproximar do mercado e ter visão de futuro para o seu negócio, valorizar o seu produto e buscar entender para atender melhor o cliente, na definição simples do Marketing.

2015 pode ser o Ano do Gesso, a partir da consciência empresarial e da capacidade da sociedade do Araripe em se mobilizar e, juntamente com as forças políticas do Estado e da região, cobrar aos governos estadual e federal, o reconhecimento ao Polo Gesseiro do Araripe como maior produtor brasileiro de gipsita e gesso, de qualidade reconhecida internacionalmente, para que não apenas apoie o desenvolvimento do setor, como promova a gipsita e o gesso do Araripe. Afinal, a responsabilidade em produzir e fornecer 97% do gesso consumido no Brasil tem que ser valorizada e festejada.

Negócios PE - 36ª Edição
Revista Negócios PE

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