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O que importa é gerar "caixa"

Por André Melo
André Melo | Foto: estudioclicka.com

Pernambuco está no olho do furacão do crescimento econômico brasileiro e o desempenho da economia é reconhecido como "chinês" pelos especialistas. Como prêmio, voltamos a ser o centro das atrações de investimentos da Região Nordeste, uma conquista reconhecida por todos.

Nosso Estado se tornou um grande e regular receptor de empresas. O vento é favorável tanto pelos vigorosos investimentos realizados como pelos que estão em fase de planejamento e implantação. Nos próximos anos teremos um cenário econômico de crescimento contínuo e sustentável. Diante desse otimismo e até euforia, uma pergunta precisa ser feita a todos os líderes empresariais pernambucanos: para concorrer com grandes empresas e suportar esse padrão de crescimento, sua empresa apresenta solidez financeira?

Em toda literatura especializada sobre avaliação de empresas existe uma convergência para o fato de que o conceito de "valor" para uma empresa é consequência da sua capacidade de gerar caixa na atividade operacional.

Com base na premissa de que todos os empresários buscam um resultado positivo de caixa, podemos afirmar, então, que as empresas deveriam ser gerenciadas por especialistas na geração de caixa da atividade operacional. No modelo de gestão voltado para a geração de caixa, as decisões dos gestores obedecem à lógica de que cada projeto deve ser analisado pela sua geração de caixa. Assim, se no projeto analisado a geração de caixa for positiva, ele será aceito; caso contrário, será rejeitado, em detrimento de outro projeto que tenha geração de caixa positiva. A ideia central é desenvolver na empresa uma cultura em que os gestores priorizem e estejam focados na geração de caixa de seus projetos.

A prova de que esse modelo funciona é o desembarque na economia pernambucana de megafundos de investimento de private equity, detentores de grandes volumes de recursos financeiros (caixa), especializados em identificar empreendedores e empresas com enorme potencial de crescimento, buscando promover uma associação virtuosa entre o caixa e um excelente negócio. A consequência dessa associação é a possibilidade de o fundo e o empreendedor multiplicarem sua liquidez nos próximos anos, catapultando a empresa de que se tornou sócio a uma condição de competitividade privilegiada para os padrões nacionais.

Uma vez assimilado esse novo modelo concorrencial pelo mercado pernambucano, resta ao empresário local que ainda não atingiu o patamar de caixa e liquidez das empresas que se alicerçaram em fundos, difundir entre seus pares, sócios e, principalmente, entre seus líderes uma gestão focada na geração de valor e incremento do caixa.

Somente assim conseguirão equilibrar este cenário e competir pelas fatias de mercado da crescente economia pernambucana.

André Melo é economista chefe da AGS Consultoria & Investimentos, especialista em reestruturação econômico-financeira e operações de fusões e aquisições. Atua como professor titular de Finanças e Controladoria da FBV/DEVRY. andre.melo@agsinvestimentos.com.br

Negócios PE - 24ª Edição
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