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Os três pilares

Educação, Saúde e Segurança são prioridades para qualquer governo. São as pastas com maiores investimentos e, com certeza, os maiores desafios. Em qualquer pesquisa, esses três pilares sempre aparecem entre os mais citados pela população como os grandes problemas de suas comunidades. Eduardo Campos buscou enfrentar com uma nova mentalidade estas prioridades. Não é à toa que o Governo do Estado adotou o modelo de pactos para as três ações.

Por Beto Lago | Fotos de Bosco Lacerda

Educação. Das três pastas, Educação foi quem teve o pacto iniciado mais tarde. Apenas no início de 2011, o Governo adotou o Pacto pela Educação. E os números do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) mostram que a metodologia adotada pela educação do Estado está no caminho certo.

Pernambuco alcançou a melhor nota de sua história no ensino médio, saltando para um inédito quarto lugar no ranking brasileiro das redes estaduais. É o melhor do Nordeste. Empata com unidades tradicionais como Santa Catarina, Rio de Janeiro e Minas Gerais, perdendo apenas para São Paulo e Rio Grande do Sul. 

“O Brasil parou em 3.4 de média no ensino nacional. Em Pernambuco, o resultado da semi-integral é de 4.1, da escola integral é de 4.53 e a escola técnica é de 4.58”, apresentou o secretário de Educação e Esportes, Ricardo Dantas.

Antes do ciclo EC, os números de Pernambuco eram desanimadores. Com a 16ª educação de ensino médio do País, Eduardo Campos se sentia incomodado com as dificuldades para remodelar o projeto de educação estadual. A meta era colocar o Estado entre os cinco melhores do País até 2015. A proposta de fazer o Pacto Pela Educação seguia o mesmo modelo de gestão que foi implantado na segurança e na saúde, onde os resultados positivos foram aparecendo mais rapidamente. 

“Mas, na educação foi diferente, até para mudar a metodologia. Cheguei na secretaria em 2012, e o ano de 2013 foi apertado para oferecer os resultados que Eduardo Campos desejava. Então, foi preciso montar estratégias tanto da continuidade das ações que vinha acontecendo, como para corrigir o que não refletia no monitoramento. Lembro nas reuniões que o ex-governador falava 'a gente investe muito e ainda não vejo isso voltar em resultados’. A cobrança era intensa” recorda Dantas.

Mas foi graças a implantação de uma nova metodologia que aconteceu o salto de qualidade educacional no Estado, partindo de um sonho de Eduardo Campos.

“Antes, existiam 13 centros experimentais no Estado, mas que a lógica era usar estas escolas como laboratórios de novas metodologias para ser expandido em toda a rede. Eduardo queria algo diferente, pois tinha a convicção que o caminho era a educação integral. E, em 2008, transformou os centros experimentais em uma política de estado, criando assim os centros de escolas de referências de ensino médio”.

As escolas integrais têm um tempo pedagógico maior para trabalhar com o aluno. Tem um professor que cria um vínculo com alunos e a própria escola, além da equipe de gestão da escola que administra um número menor de alunos. A metodologia segue dois conceitos: a educação interdimensional, que trabalha com a habilidade cognitiva nas disciplinas de português, matemática, ciências, histórias e tantas outras, e a educação socioemocional, que trabalha com a capacidade de colaboração, de liderança, através da dança, teatro, robótica.

“Era preciso trabalhar o ser humano de maneira mais completa. Transformar a aula e a escola em um lugar mais atrativo. Não apenas para fazer o aluno aprender as disciplinas, mas preparar ele para uma vida como um todo”, explica o secretário.

Um dos programas que Eduardo Campos mais vibrava era com o Ganhe o Mundo. Nele, o aluno da periferia, do interior, o filho de uma marisqueira, de um cortador de cana, ou de um gesseiro poderia ter a oportunidade de conhecer outros países, outras culturas.

“Todos esses têm, no seu tecido social, limitações que impedem para que consigam sonhar com um futuro diferente. Na hora que você dá essa possibilidade para fazer o intercâmbio, falando outra língua, você revoluciona a cabeça do aluno e dá um combustível dentro da escola, já que outros alunos vão tentar o mesmo objetivo. Muda a perspectiva de futuro destes alunos para melhor”, avalia Ricardo Dantas. 

A TPM dos gestores da educação

Um comportamento que chamava a atenção de Campos eram as visitas regulares as escolas do Estado. “Ele dizia que era pra recarregar as baterias. Falava que as escolas eram o futuro da sociedade Entrava nas escolas, falava com todos os funcionários e ia na cozinha cumprimentar as merendeiras para saber como estava a comida”, recorda o secretário.

Ricardo Dantas relembra da tensão que acontecia antes das reuniões de monitoramento. “Era a nossa TPM, Tensão Pré Monitoramento. Nas reuniões, ele cobrava tudo. Tinha uma memória privilegiada, gravava números com facilidade extrema. Se alguém chegasse à reunião com números errados ou uma conta mal feita, ele falava na hora. Ninguém conseguia enrolá-lo”.

Se as cobranças eram muitas, a busca por ampliar os investimentos sempre foi uma preocupação constante. “Antes de 2007, o Governo do Estado investia 25,6% de todas as receitas próprias. Hoje, temos números superiores a 27% das receitas. No ano passado, por exemplo, foram 27,4%”, relata Ricardo Dantas.

Poucos devem recordar, mas na segunda gestão, após vencer a eleição de 2010, Eduardo Campos convocou o secretariado e avisou que a ideia não era fazer o quinto ano do mesmo governo, mas o primeiro ano do segundo governo. “E mudou todo mundo do Núcleo Duro do Governo (Fazenda, Planejamento e Gestão, Administração, Controladoria e Procuradoria). Fez muito bem, pois ninguém conseguiu se acomodar. Era um governo novo, outra secretarias, novas tarefas. Ele sabia motivar como poucos, desafiando sempre, todos os dias”.

Para Ricardo Dantas, Eduardo Campos fará uma enorme falta no cenário nacional pela sua capacidade gerencial. “Além da grande capacidade de articulação política, Eduardo era um excelente gestor. Principalmente, por saber montar um time e adotar a ida de técnicos de carreira, do Estado e da União, para formar o núcleo duro do governo, dando total respaldo técnico para o equilíbrio fiscal e financeiro”, finalizou.

Negócios PE - 33ª Edição
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