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Pernambuco - Um salto para o futuro

Por Armando Monteiro
Foto: Divulgação

A consolidação e perenização do ciclo de crescimento econômico em Pernambuco dependem crucialmente de dois fatores: a maior e melhor oferta dos serviços de infraestrutura e um salto de qualidade na Educação, avançando na formação das pessoas, com o aumento dos anos de escolaridade, do grau de treinamento e experiência profissional da população. Isso porque infraestrutura e educação influenciam todos os setores da atividade econômica, constituindo-se em elementos centrais para o crescimento da produtividade e a democratização do bem-estar social.

Estudos recentes apontam que há uma desvantagem competitiva do Estado nesses dois quesitos. Embora Pernambuco, nos últimos anos, tenha conseguido avançar nos resultados do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), a nossa posição relativa é decepcionante. Considerando o resultado do Ideb em 2011, o Estado obteve as seguintes posições: 18ª nos anos iniciais do ensino fundamental, 22ª nos anos finais do ensino fundamental e 16ª no ensino médio. Já o Ceará, com o melhor desempenho do Nordeste, obteve 12ª nos anos iniciais do ensino fundamental, 7ª nos anos finais do ensino fundamental e 8ª no ensino médio. Infelizmente, ainda temos a oitava maior taxa de analfabetismo do País e uma elevada distorção entre a idade do aluno e a série que ele está cursando, resultado das altas taxas de evasão e repetência.

É preciso ampliar a proporção dos gastos em educação em relação à receita líquida estadual, que atualmente situa-se num patamar de 26,5%, abaixo da média de todos os estados do País, que é de 27,2%, e de estados como o Ceará, que já investe 29,2% em educação. Em paralelo, urge qualificar e valorizar os professores e profissionais de educação e implantar, em parceria com os municípios, que são os responsáveis pela oferta do ensino fundamental, um modelo de gestão eficiente, participativo e focado em resultados. Nele, o governo estadual assume forte papel indutor, incentivando a elevação geral dos níveis de qualidade do ensino e zelando para que não ocorram disparidades na educação intermunicipal. Não podemos criar cidadãos de segunda ou terceira classe em razão de seu local de origem.

No tocante ao principal modal de transporte do Estado, duas pesquisas posicionam Pernambuco em um nível abaixo da média do País e do Nordeste. A primeira, de 2012, foi elaborada pela Unidade de Inteligência da revista The Economist sobre a competitividade dos estados brasileiros. Em termos de “Qualidade da Rede de Estradas”, Pernambuco obteve nota mínima, ao lado de estados como Acre, Amazonas, Amapá, Ceará, Maranhão, Pará e Roraima. A segunda pesquisa foi feita pela Confederação Nacional dos Transportes, em 2013, e indica que 36% das rodovias de Pernambuco apresentam qualidade ruim ou péssima, sendo que apenas 0,5% foram avaliadas como de ótima qualidade.

Isso se reflete negativamente na mobilidade urbana, sobretudo na Região Metropolitana do Recife. Em 2013, o tempo médio de deslocamento das pessoas de casa para o trabalho na RMR foi de 38 minutos, o quarto maior tempo entre as metrópoles brasileiras. A concretização do projeto do Arco Metropolitano, ao criar um novo contorno rodoviário, do Grande Recife, será uma alternativa ao saturado trecho urbano da BR-101, impulsionará o transporte de cargas, especialmente do polo automotivo na Mata Norte, e também poderá representar uma nova rota de desenvolvimento para o oeste metropolitano, favorecendo o desenvolvimento de atividades produtivas em Jaboatão dos Guararapes, Vitória de Santo Antão, Glória do Goitá e Moreno. A manutenção e requalificação da BR-232, do trecho até Caruaru, atualmente pendentes, e, posteriormente, sua expansão até Salgueiro; a duplicação da BR-423 nos trechos entre São Caetano e Garanhuns; e a modernização das rodovias estaduais são obras prioritárias que podem mudar o cenário do modal rodoviário pernambucano.

Também é fundamental investir nas conexões multimodais; integrando as diversas regiões de desenvolvimento de Pernambuco e maximizando as vantagens de sua localização geográfica em relação ao Nordeste e ao mercado exterior. Hoje, o Estado é responsável por apenas 0,5% das exportações do País, embora represente cerca de 2,6% do PIB nacional. Para melhorar essa posição, terão grande impacto a construção dos trechos Petrolina-Salgueiro e Salgueiro-Suape da Ferrovia Transnordestina e a conclusão dos terminais rodo-hidroviário em Barreiras e hidroferroviário em Petrolina.

Na área energética, Pernambuco deve se empenhar, junto com outros estados nordestinos, para garantir a transferência direta de energia de Belo Monte para o Nordeste, o que possibilitará a redução da necessidade de operação de térmicas e de importação de outras fontes mais caras.

Enfim, grandes são os desafios para o Pernambuco do futuro. Mas soluções existem, como apontam as experiências em curso e a determinação do nosso povo. Avançar é preciso, pois o amanhã se constrói com as decisões que tomamos hoje.

Armando Monteiro é Senador pelo PTB/PE

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