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Pernambuco: um olhar de longo prazo

Por Paulo Câmara
Foto: Bosco Lacerda

São reais os avanços registrados na economia de Pernambuco nos últimos anos. A origem desse movimento partiu de um planejamento estratégico cujo eixo condutor se centrou na diversificação da estrutura produtiva do Estado, tendo como pano de fundo a geração de novas oportunidades de emprego e renda para toda a população pernambucana. Essa rearticulação do tecido produtivo só foi possível com a continuidade e o amadurecimento do modelo de governança do poder público estadual, no sentido de aumentar a eficiência e a velocidade de resposta, diante do caráter cada vez mais competitivo no ambiente de negócios.

O modelo adotado pelo Governo privilegiou a gestão profissional focada em resultados, com o uso de ferramentas gerenciais modernas e com um conjunto de indicadores que podem ser monitorados por toda a sociedade. Esse modelo é dinâmico, se transforma em face dos novos desafios de Pernambuco na economia nacional e mundial.

Assim, a adoção desse modelo de governança permitiu superar diversos obstáculos que limitavam a capacidade de crescimento do Estado, abrindo uma nova janela de oportunidades para os pernambucanos. Os ventos do crescimento econômico trouxeram novos arranjos produtivos, ancorados em projetos públicos e privados, que permitiram gerar um novo momento no Estado de Pernambuco.

Entre os anos de 2007 e 2013 foram criados mais de 560 mil novos empregos em Pernambuco, permitindo elevar o poder aquisitivo e o mercado consumidor interno. Com mais emprego, renda e produção, o Produto Interno Bruto de Pernambuco, que dobrou nos últimos sete anos, deverá dobrar novamente em poucos anos.

A despeito dos desafios impostos pela atual condição macroeconômica brasileira, marcada por baixo crescimento econômico e inflação em alta, o Governo de Pernambuco, ciente da responsabilidade de apontar saídas para superar esses limitadores do crescimento, vem ampliando suas despesas de capital. Em 2013, os investimentos atingiram R$ 3,8 bilhões, valor que em 2014 será repetido. Tal feito só foi possível devido a uma política de racionalização do custeio da máquina pública, que gera poupança, e à busca de novas fontes de financiamento. O Governo Estadual vem ampliando esses gastos, tendo em vista a necessidade de manter a rota do crescimento.

À luz desse cenário, a manutenção do atual ciclo de expansão da economia pernambucana passa pela construção de pontes que unam todas as conquistas, já percebidas pela população, com uma agenda de futuro. Em seu escopo, deverá constar a ampliação dos investimentos nos pilares que irão sustentar esse processo em uma perspectiva de longo prazo. Ampliação da produtividade, infraestrutura e sustentabilidade ambiental são temáticas que necessariamente ganharão corpo nessa visão de futuro de nosso Estado.

Tendo em vista essas premissas, a adoção de um padrão de educação pública de excelência é o passaporte para que os jovens ganhem o mundo e conquistem novas fronteiras, que culminem em pontos de germinação de novos conhecimentos, permitindo elevar, de forma contínua, a produtividade de nossa força de trabalho. A complexidade das atuais relações de produção exige um embasamento educacional que perpassa o modelo tradicional de ensino. A universalização de escolas públicas em tempo integral e a proficiência em outros idiomas é um caminho sem volta que, aliado às novas tecnologias educacionais, torna possível a construção do conhecimento em um mundo que se transforma cada vez mais rápido.

Avançar na infraestrutura é outro componente estratégico para garantir o crescimento econômico de longo prazo. O atual perfil econômico estadual põe em marcha a necessidade de um sistema de infraestrutura que seja alinhado aos novos arranjos produtivos. Nesse aspecto, as adversidades na questão da mobilidade urbana é um tema cujas soluções partem da vontade consciente de superá-las com planejamento e afinco. É preciso envolver toda a sociedade para debater alternativas que possam ser eficientes e promovam uma melhor fluidez no deslocamento das pessoas.

A sustentabilidade ambiental é a linha de base para qualquer modelo de crescimento econômico. É indispensável estabelecer uma matriz de responsabilidade entre os atores produtivos que permita o convívio das atividades econômicas e o meio ambiente. Urge apoderar os mecanismos de controle e fiscalização, por parte do poder público e da sociedade civil organizada, assegurando a sintonia entre o crescimento econômico e o futuro saudável de nosso meio ambiente.

Deve-se destacar, ainda, a questão da espacialidade do crescimento econômico. A premissa em curso é que os bons ventos do crescimento devam ser sentidos em todas as regiões do Estado. A esse propósito, é preciso consolidar, cada vez mais, os polos locais de crescimento na perspectiva de que os dutos da prosperidade irriguem todos os municípios pernambucanos.

Diante do exposto, o cenário dos anos vindouros para a economia pernambucana é extremamente positivo. Os últimos períodos foram marcados por grandes transformações que restabeleceram a confiança dos pernambucanos em seu futuro. Entretanto, é preciso mais. A trilha do desenvolvimento foi construída, agora é preciso fazer com que a locomotiva corra mais rápido. O futuro das próximas gerações passa pelo diálogo do que fizemos e do que mais poderemos fazer.

Paulo Câmara é economista com mestrado em Gestão Pública e auditor concursado do TCE. De janeiro de 2007 até março deste ano exerceu seguidamente as funções de secretário de Administração, Turismo e Fazenda do Estado. É candidato a governador de Pernambuco nas eleições de outubro.

Negócios PE - 31ª Edição
Revista Negócios PE

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