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Perspectivas econômicas: 2015 e os próximos anos

A economia Pernambucana ainda deverá ter bom desempenho em relação ao Brasil nos próximos anos, embora frustrante, quando se compara ao que era esperado até recentemente.

A economia Pernambucana ainda deverá ter bom desempenho em relação ao Brasil nos próximos anos, embora frustrante, quando se compara ao que era esperado até recentemente. As perspectivas medíocres da economia brasileira são responsáveis por essa redução de perspectiva. A falência da chamada “nova matriz econômica” (Políticas fiscal e monetária expansionistas, intervenção desastrada no mercado de câmbio, política de desenvolvimento setorialmente discricionária e maior controle governamental das atividades privadas) deixou um legado de alta inflação e baixo crescimento, que se estenderá pelos próximos anos. A maturação de obras importantes, como a Refinaria e a fábrica da FIAT, por sua vez, trarão movimentações econômicas de impacto para o Estado, fazendo com que ainda possamos crescer mais que o Brasil nos próximos anos.

A política do Governo Estadual foi crucial para por Pernambuco nessa posição privilegiada. Além de contar com momento favorável na economia brasileira, o Governo Eduardo Campos implementou uma Alexandre Rands é Ph.D em Economia, pela Universidade de Illinois, nos Estados Unidos, e presidente da Datamétrica bem sucedida matriz econômica: (i) elevação da eficiência do Governo Estadual; (ii) atração de grandes investimentos; (iii) melhoria dos serviços públicos; e (iv) maiores investimentos públicos estaduais. Os pilares para o sucesso dessa matriz foram: (i) o crescimento da receita pública, favorecido pelo crescimento econômico elevado; (ii) o alinhamento político com o Governo Federal e (iii) a melhoria da gestão pública. Enquanto os dois primeiros pilares ruíram, há limitespara maiores ganhos no terceiro, dado o  seu sucesso anterior.

As ações recentes ainda renderão frutos nos anos vindouros. Portanto, as expectativas de crescimento para Pernambuco nos próximos anos ainda superam as brasileiras. Ou seja, saímos de uma perspectiva de crescimento anual do PIB na casa dos 6% a 8% nos próximos anos para algo entre 2% e 5%. Entretanto, essa superioridade no crescimento local deverá paulatinamente se esvair. Dessa forma, se o novo governo não montar uma nova matriz econômica que possa impulsionar a Economia do Estado, poderá relegar Pernambuco a um novo período de hibernação ou reflexo passivo da economia nacional.

Foto: divulgação

Alexandre Rands é Ph.D em Economia, pela Universidade de Illinois, nos Estados Unidos, e presidente da Datamétrica

Esses comentários põem o atual governo em uma encruzilhada. Seguir o atual modelo ainda renderá frutos nos próximos anos, pois os efeitos de ações passadas ainda não foram plenamente materializados e por tal Pernambuco crescerá mais do que o Brasil nos próximos quatro anos, mesmo na ausência mudança de postura do Governo Estadual. Entretanto, a exaustão do modelo anterior comprometerá o futuro mais longínquo, pois nenhum impulso novo relevante será adicionado a nossa economia. Voltaremos a apenas refletir o crescimento nacional nas estatísticas locais. Alternativamente, o atual Governo pode criar um novo modelo de desenvolvimento para além do horizonte de quatro anos, que possa contribuir para o dinamismo da economia já no futuro próximo, além de assegurar maior crescimento do que o Brasil por um prazo mais longo.

Um novo modelo de desenvolvimento para Pernambuco deve ter como base: (i) extensão das políticas de promoção da eficiência da gestão pública aos municípios; (ii) maior integração de empresas privadas na prestação de serviços públicos; (iii) reestruturação do patrimônio público para ele poder alavancar o desenvolvimento econômico; e (iv) maior utilização da capacidade coordenadora do Estado na promoção de arranjos produtivos locais. Tais mudanças certamente apresentam riscos, pois sua eficácia é ainda desconhecida. A direção a ser tomada nessa encruzilhada quanto à estratégia de desenvolvimento, contudo, terá forte impacto no desempenho da Economia de Pernambuco nos próximos anos.

Negócios PE - 35ª Edição
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