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Polos âncoras apontam para cenário de recuperação em Pernambuco

Diante do cenário nacional desfavorável dos últimos anos, Pernambuco é um dos estados com maior potencial para se destacar na retomada da economia.

Diante do cenário nacional desfavorável dos últimos anos, Pernambuco é um dos estados com maior potencial para se destacar na retomada da economia. A diversificação da base produtiva e a maturação de investimentos estruturadores dão condições para desdobramentos de recuperação, assim como as atenções voltadas à infraestrutura. Polos importantes para o estado dão sinais positivos. O setor naval garantiu a manutenção de contratos para a construção de embarcações e assinou mais acordos, o automobilístico reforça a consolidação com novos carros, enquanto o petroquímico e o farmacoquímico caminham para uma reformulação, com trocas acionárias e mais recursos injetados.

O reaquecimento econômico já é comprovado em números. Depois de quatro trimestres consecutivos de retração no Produto Interno Bruto (PIB), a economia pernambucana apresentou uma elevação de 0,5% no segundo trimestre de 2016, na comparação com o trimestre anterior, conforme levantamento da Agência Condepe/Fidem. O destaque foi justamente para o setor industrial, que cresceu 8,8% no período. O recuo de 3,5% no confronto com o segundo trimestre de 2015 também demonstra recuperação, visto que as quedas nos dois trimestres anteriores ficaram acima de 5%.

Para o secretário de Desenvolvimento  Econômico de Pernambuco, Thiago Norões, o momento é de oportunidades. O ambiente ainda é de muita dificuldade, mas há razões para se acreditar que o estado possui condições de viver momentos privilegiados no curto e médio prazos. "Sabemos que o país passa por uma derrocada poucas vezes vista, onde a má gestão teve papel determinante. A saída desse abismo deve ser lenta e mais sofrida do que os momentos de euforia observados anteriormente. No entanto, podemos ser cautelosamente otimistas e crer em um crescimento acima dos níveis brasileiros", comenta. O modelo de gestão pública profissionalizado, implantado no Governo Eduardo Campos (2007 - 2014) e que tem continuidade com o governador Paulo Camara, além da antiga aposta na logística, com o Complexo Industrial Portuário de Suape tendo relevancia internacional, são apontados por Norões como primordiais neste processo.

O otimismo ganha força ao se analisar a mudança emblemática na pauta de exportações de Pernambuco. Tradicional exportador agrícola, o estado vê o óleo combustível despontar na liderança entre os produtos vendidos no mercado internacional, com 18,84% de participação entre janeiro e outubro deste ano, segundo dados do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC). O desempenho é fruto do refino de 100 mil barris de petróleo por dia na Refinaria Abreu e Lima (RNEST), que sinaliza com parcerias privadas para concluir o seu segundo trem de refino.Também braços da Petrobras, a Petroquímica Suape (PQS) e a Companhia Têxtil de Pernambuco(Citepe)estão em estágio avançado de negociação de venda para a gigante mexicana Alpek. Somada à produção da M&G Polímeros, as três respondem por mais de 15% das exportações pernambucanas, sendo a resina PET o segundo item da pauta de exportações, depois do óleo combustível, com 14,69% de participação.

"A indústria petroquímica já caminha com as próprias pernas. A MG e PQS são as únicas produtoras de PET na América Latina e estão instaladas em Pernambuco. A venda da PQS pode dar novo gás ao setor, propiciando a verticalização e consolidação dessa cadeia tão intensiva em capital e tecnologia. Trata-se de uma indústria que não é do domínio de conhecimento da Petrobrás e que pode passar a ter uma importância ainda maior ao ser adquirida uma das maiores empresas do segmento", afirma Thiago Norões. O secretário acrescenta que o polo farmacoquímico é outro promissor para a retomada do crescimento. "A Hemobrás deve evoluir para o papel estratégico para o qual foi criada, vindo a ancorar assim um polo de biofármacos que poderá se desenvolver no estado", diz.

Norões reforça ainda que "o estado tornou-se de fato um polo automotivo relevante". É que os automóveis representam mais de 25% dos itens que saem de Pernambuco para fora do país, se somados os veículos a diesel para carga (14,09%) com os de motor entre 1.500 e 3.000 cilindradas (10,24%). "A Fiat Chrysler instalou a fábrica de carros mais moderna do mundo em Goiana e trouxe com ela dezenas de fornecedores para a cadeia rodutiva. O setor automotivo foi um dos mais atingidos pela duríssima crise que se abateu sobre o país, mas a tendência é que essas cadeias invistam mais, até pela própria dinâmica da economia, e com menor interferência do aparelho estadual. Com isso, deverá acontecer a vinda de mais fornecedores e empresas do setor para nosso estado", atesta.

Em meio à crise, o Governo de Pernambucose empenhou para garantir que a indústria naval não perdesse suas encomendas. Após várias reuniões com a Petrobras e com o Governo Federal, foi assegurada a manutenção de sete contratos para a construção de embarcações da Transpetro pelo Estaleiro Atlântico Sul (EAS), parte do Programa de Modernização e Expansão da Frota (Promef). Recentemente, o EAS fechou contrato com o South American Tankers Company para a construção de mais cinco navios Suezmax, confirmando encomendas para a planta até, pelo menos, 2022. O estaleiro Vard Promar, por sua vez, começa a redesenhar seu perfil de atuação e trabalha para obter encomendas no setor de reparos, além da carteira de encomendas atuais. Com isso, os estaleiros pernambucanos dão sinais de que atravessaram com sucesso o pior da crise e se habilitam a viver um novo momento da indústria naval brasileira.

Infraestrutura
O plano de desinvestimentos da Petrobras deve atingir também o setor de gás natural, no qual a estatal atua desde a exploração até a distribuição. A sanção da Lei Estadual do Gás, no último dia 11 de outubro, mostra as atenções do governo ao segmento, com o propósito de dar segurança jurídica aos grandes players. Por outro lado, o Ministério das Minas e Energia colocou em consulta pública uma proposta para uma significativa alteração no marco legal do gás natural no país, numa iniciativa que denominou "Gás para crescer". A expectativa é que a quebra das barreiras regulatórias hoje existentes, a partir de uma normatização pioneirano país, possa disciplinar a relação com o consumidor e atrair investimentos majoritários emterminais de regaseificação e termelétricas. A Companhia Pernambucana de Gás (Copergás), inclusive, aguarda as negociações da gigante Alpek com a Petroquímica Suape, um dos seusprincipais clientes, na expectativa de que as vendas de Gás Natural Liquefeito (GNL) possam ser turbinadas com seu emprego também como insumo da indústria petroquímica.

A venda da Odebrecht Ambiental
Atingida pela crise advinda das investigações da Operação Lava Jato - para o funde de investimentos canadense Brookfield é outra novidade vista com excelentes olhos pelo Governo do Estado, que enxerga aí uma grande possibilidade de acelerar a sequência de Parceria Público Privada (PPP) do Saneamentopara obras em 14 municípios da Região Metropolitana do Recife (RMR), dando mais agilidade às obras. O Brookfield é um dos maiores fundos internacionais com presença no Brasil e a expectativa é que sua vinda para Pernambucofortaleça não apenas os projetos de saneamento nos quais já estará envolvido, mas também abra a possibilidade de investimentos em outros projetos no estado. A administração estadual, por meio da Companhia de Saneamento de Pernambuco (Compesa), também aderiu ao Programa de Parcerias de Investimentos (PPI) do Governo Federal, por meio de uma linha de financiamento lançada pelo BNDES específica para o setor,  a fim de acelerar os serviços de esgoto e saneamento além da RMR.

Este ano, o interior pernambucano ainda foi contemplado com a entrega de dessalinizadores; com o início das obras da Barragem de São Bento do Una; e a Barragem de Serro Azul está nas etapas finais de conclusão, devendo ser entregue em dezembro. O reservatório é um dos maiores do estado e vai proteger mais de 150 mil moradores de Palmares, Água Preta e Barreiros, na Mata Sul. Num segundo momento, por meio de uma adutora, vai levar água a 600 mil habitantes do Agreste. Já no início de 2017, 800 mil pessoas contarão com outra obra de porte, planejada para ampliar o abastecimentoda região: a Adutora de Pirangi, que tem 27 quilômetros de extensão. Juntas, as duas adutoras devem resolver o problema de falta d´água em Caruaru e região. Essas obras somam-se a diversas outras em andamento no estado que têm o papel de atender à população pernambucana e de dotar Pernambuco de uma infraestrutura cada vez mais adequada para a atração de novos investimentos que contribuirão para o seu desenvolvimento.

Thiago Norões decidiu encerrar seu ciclo como Secretário do Desenvolvimento Econômico de Pernambuco ao final de 2016, após anunciar o investimento de 500 milhões de reais numa nova fábrica que seá construída pelo Laboratório Aché
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