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Porto Marinho

O polígono do conhecimento do Nordeste Oriental

Desde 2000, acompanho os dados dos grupos de pesquisa do CNPq para o Nordeste. Na época, criei um slide com o "polígono do conhecimento" do Nordeste Oriental que conectava Recife, João Pessoa, Natal, Campina Grande, Caruaru e Maceió, fechando de volta no Recife. Um pouco mais da METADE da capacidade nordestina de produção do conhecimento desses grupos de pesquisa se concentrava nessas cidades. Hoje é praticamente a mesma coisa. 47% deles estão nas universidades e institutos de pesquisa dessa rede urbana (dados de 2016). Ótimo. Conseguimos consolidar, com o que chamo agora de "efeito das BRs duplicadas", uma conurbação da produção do conhecimento nesse polígono. Precisamos, no entanto, de uma articulação em rede muito mais coordenada para alavancar essa capacidade coletiva de grupos separados uns dos outros por deslocamentos médios de apenas 3 horas e meia de carro entre dois pontos do polígono. Isso é ainda mais necessário quando as evidências hoje são cumulativas no sentido de se criarem políticas de aproximação desses pesquisadores com o setor produtivo, para aumentar a competitividade das nossas empresas através de projetos inovadores.

O Porto Digital é um belo exemplo dessas possibilidades. Mas um fato passou a me preocupar ao analisar esses dados: entre 2000 e 2016, reduzimos para quase a METADE a participação relativa dos grupos de Pernambuco no Nordeste. Éramos 30% e agora somos 17% dos grupos nordestinos. É bem verdade que isso demonstra um esforço relevante dos outros estados para fazer crescer as suas bases instaladas para pesquisa. Mas é fato também, talvez até mais preocupante, que temos um problema de PRODUTIVIDADE no nosso estado. Temos hoje mais de 3 vezes o número de PhDs de Alagoas e apenas o dobro dos grupos de pesquisa alagoanos. Essa perda da hegemonia de Pernambuco em 16 anos não preocuparia em si mesmo (nada contra o crescimento dos estados-irmãos!) se não fosse esse aspecto da produtividade. Mais coLABORAÇÃO, portanto, mais abertura para o trabalho bilateral/multilateral da pesquisa, mais ARTICULAÇÃO para alinhar as pesquisas às demandas sociais e produtivas da REGIÃO. Não temos hoje os ESPAÇOS INSTITUCIONAIS para essa colaboração, algo como FOI a Sudene, por exemplo. Na retomada da questão do desenvolvimento regional (quando o Brasil se acertar com os malfeitos e malfeitores), isso deveria ser uma PRIORIDADE.

Conectografia: a geografia dos fluxos

O assunto do polígono do conhecimento da nota anterior me lembrou de um tema que é caro à geografia económica das regiões. Essa conurbação no Nordeste Oriental é na realidade é um "espaço de fluxos" — de pessoas, dinheiro, mercado¬ria, conhecimento, de DADOS. É tanto que já se criou um neologismo para essa nova geografia — a conectografia (do livro Connectography: Mapping the Global Network Revolution, de Parag Khanna). Outro dia a The Economist levou para a capa os dados como "o recurso mais valioso do mundo", no lugar do petróleo, por exemplo. Pois bem. Gosto de usar a metáfora da conectividade do Recife como um dos principais argumentos de criação de valor para a cidade. Desde a primeiras navegações, que tinham o porto do Recife como o portão de entrada da colonização brasileira. Um momento importante para a cidade foi a conexão por cabo submarino de telegrafia do Recife a Liverpool, na Inglaterra, fim do século XIX. Nas ilustrações do artigo, pode-se ver que ainda hoje é preservado, na fachada do Paço do Frevo, Bairro do Recife, que foi a sede da The Western Telegraph Company Ltd., um baixo-relevo com o mapa múndi da telegrafia subma¬rina da época. Mas hoje o desafio de conectividade é outro. É o da comunicação de dados por FIBRA ÓTICA submarina. E nesse caso, com se pode ver pelo mapa recente, o portão de entrada mais próximo do centro de gravidade económico desses novos tempos, os EUA, é Fortaleza. Acompanho, com interesse estratégico de empreendedor cívico preocupado com o desenvolvimento da nossa cidade, as articulações do Governo do Estado e da Prefeitura do Recife para que tenhamos conexões diretas, via Fortaleza ou não, a essa nova infraestrutura de cabos óticos submarinos que é crucial para a agregação de valor aos negócios pernambucanos.

Negócios PE - 44ª Edição
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