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Prêmio pela gestão

Com uma receita de R$ 1,8 bilhão e mais de R$ 710 milhões de investimentos em obras, a Compesa conquista prêmio de melhor empresa de saneamento do Brasil
Na Barragem de Pirapama, no Cabo de Santo Agostinho, o presidente Roberto Tavares reconhece que muita coisa precisa ser feito na Compesa, mas lembra que multiplicou por cinco a capacidade de investimento da estatal

Por Beto Lago, com fotos de Bosco Lacerda e Carius Franclei

O ano é 2007. A Companhia Pernambucana de Saneamento (Compesa) enfrentava um grande problema: a Caixa Econômica Federal alegava que a gestão anterior do Governo do Estado teria feito um empréstimo no valor que correspondia a 30% das ações da empresa. E queria o pagamento do valor, colocando Pernambuco na lista de devedores.

Neste período em que ficou inadimplente, entre 2002 e 2007, a estatal deixou de receber financiamento na ordem de R$ 600 milhões. Além disso, ficou sem acesso aos recursos do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS), o que lhe dá uma condição diferenciada de pagamento nas obras de abastecimento d´água e saneamento.

Alguns empresários tentaram adquirir as ações da empresa, mas o governador Eduardo Campos não aceitou. Ele alegava que as ações seriam compradas em baixa e que depois de o Governo reestruturar a estatal, os empresários as venderiam e iriam embora. “Queremos e vamos transformar a Compesa em uma empresa eficiente e moderna”, dizia Eduardo, que sancionou uma lei permitindo a recompra das ações por parte do Estado.

Oito anos depois, a Compesa se transforma em referência em gestão e recebeu uma premiação inédita para uma companhia de saneamento nacional. Ela foi eleita a melhor empresa do setor no ranking de “As Melhores da Dinheiro 2015”, premiação da Revista IstoÉ Dinheiro e que envolveu mais de mil empresas de diversos segmentos de todo o Brasil.

Os números para conseguir tamanho prestígio vieram de uma avaliação de cinco pontos fundamentais: desempenho financeiro, inovação e qualidade, responsabilidade social, recursos humanos e governança corporativa. Foi a primeira vez que a Compesa ocupou a liderança num ranking que considera o desempenho conjunto da empresa.

Em 2014, foi classificada entre as 250 melhores do Brasil pela Época Negócios 360°. E teve o Cidade Saneada, uma Parceria Público-Privada firmada com a Odebrecht Ambiental, considerado o segundo programa mais importante para o desenvolvimento do País, de acordo com a Revista Exame, e um dos 100 projetos de infraestrutura mais importantes do mundo pela publicação Infrastructure 100, da KPMG.

Mas como uma estatal pernambucana atingiu o primeiro lugar nacional na pesquisa? É preciso voltar um pouco no tempo, novamente para o ano de 2007. E esse retorno passa pelo atual presidente da Compesa, Roberto Tavares, que está na empresa desde o início do governo Eduardo Campos, quando assumiu o cargo de diretor de Gestão Corporativa.

Segundo Roberto Tavares, era preciso promover uma reformulação completa dentro da estatal. Apenas alguns setores tinham computadores nas salas, por exemplo. O pior era que os próprios funcionários tinham pouco conhecimento em tecnologia.

“No primeiro evento nosso, que foi em Pesqueira, criamos bonecos no formato do símbolo da arroba da internet para ensinar aos funcionários como utilizar o e-mail”, conta Roberto.

Roberto Tavares lembra que a preocupação de Eduardo Campos era na montagem de uma equipe técnica para comandar todos os principais cargos da Compesa. O próprio Roberto Tavares é auditor fiscal da Fazenda do Estado.

“O governador fez duas coisas importantes e que deram vida à estatal. Primeiro, suporte político, com a formação de uma diretoria técnica. E, segundo, o suporte financeiro. Eduardo foi buscar empréstimos no Banco Mundial e no BID para que a Compesa pudesse começar seus projetos”.

FORÇA ECONÔMICA – Vinculada à Secretaria de Desenvolvimento Econômico, a Compesa foi fundada em 1971 como sociedade anônima de economia mista com fins de utilidade pública. Dos 185 municípios pernambucanos, 173 são operados pela estatal.

A Compesa, hoje, mostra números expressivos. Teve uma receita de R$ 1,790 bilhão, incluindo R$ 713 milhões de investimentos em obras, com um faturamento de R$ 1,217 bilhão e uma arrecadação de R$ 1,106 bilhão em 2014, com expansão do mercado em quase 71 mil novas ligações de água e mais de 21 mil novas ligações de esgoto.

Entre 2007 e 2014, a empresa investiu R$ 4,2 bilhões, o maior aporte já aplicado em toda a sua história. Isso é duas vezes mais que a Prefeitura do Recife investe na cidade e todo o governo da Paraíba anualmente. Outro ponto positivo é que a adimplência evoluiu 8% se comparada à de 2007 (de 85% para 92%), decorrência da evolução dos resultados de arrecadação.

Mas fica a pergunta: como a Compesa recebeu um prêmio de melhor empresa de saneamento do Brasil? Roberto Tavares reconhece problemas e acertos. “Não somos os melhores em todos os aspectos. Na prestação de serviços, por exemplo, tenho clareza de que não. Vivemos em um Estado que tem uma seca permanente, com fenômeno climático extremo e passamos muito tempo sem grandes investimentos no abastecimento d´água. Isso fez com que a gente carregasse uma imagem de empresa ineficiente por muito tempo”, admite.

Fabíola Coelho comanda o setor de responsabilidade social, uma das forças da nova gestão administrativa da Compesa

“Porém, mesmo com todo esse recall, a pesquisa olhou a governança como um todo, o equilíbrio financeiro, a solidez de suas demonstrações contábeis, a forma de gestão. Nisso, avançamos muito. Passamos a ser uma máquina de investimento. Multiplicamos por cinco a nossa capacidade de investimento”, completa.

ÁREA SOCIAL - Um dos itens aprovados dentro da pesquisa da IstoÉ/Dinheiro foi o da Responsabilidade Social. Claro que o incentivo surgiu diante da imposição da Caixa Econômica, que exige um trabalho social efetivo junto às obras que financia.

A criação da Assessoria de Responsabilidade Social, que depois passou a se chamar Assessoria de Relações Públicas e Articulação Social, tem o comando de Fabíola Coelho, que chegou para trabalhar no marketing da estatal e foi convocada por Roberto Tavares para assumir a função social.

“A proposta era trabalhar com a comunidade. Não apenas fazer um porta a porta. Era preciso que a comunidade aceitasse aquela obra, se envolvesse com ela, colaborasse com ela”, explica Fabíola.

Um dos programas de maior atratividade é o Compesa no Meu Bairro, com quase 300 ações pelo Estado. Ele promove uma varredura total nos locais, identificando as carências e promovendo ações diretas com os moradores.

Fabíola tem uma grande preocupação com o atendimento, ainda mais pelo fato de que a Compesa é uma empresa mal vista junto à população. Segundo a assessora, o trabalho direto com as comunidades vem surtindo efeito. Segundo a assessora, o trabalho direto com as comunidades vem surtindo efeito.

“Toda comunidade que conta com um serviço da Compesa, hoje, tem alguém ligado à área de responsabilidade social que acaba sendo o canal para resolver os problemas junto à empresa”. Porém, o cuidado agora é com um foco ainda maior. “Estamos criando temáticas nas escolas particulares para buscar este novo público”, explica Fabíola.

Duas novidades tecnológicas têm atraído a atenção nas palestras e encontros promovidos pela área social da Compesa. Uma é a mesa interativa, em que é contada a história da estatal e ensinadas formas de se economizar água.

Outra novidade é um robô, que tem atraído a atenção da garotada em escolas públicas e nas comunidades. Batizado de Bio, o robô trabalha com conceitos de interatividade como movimentos do rosto, apresentação de conteúdo via voz (que deixa o público sem a obrigação de ler), imagens e métodos de ensino a distância.

Segundo Fabíola Coelho, o novo instrumento permite maior interação com o público-alvo, em ações e palestras, através de mensagens repassadas de forma lúdica e interativa. “O robô é envolvente e ajuda no aprendizado e no debate sobre os temas abordados”. Recuperar a imagem da Compesa virou o foco dos próximos anos. “Temos consciência de que precisamos levar essa revolução que foi feita dentro da empresa para a ponta”, destaca Roberto Tavares.

Para ele, o objetivo é atingir o serviço terceirizado, que precisa ser melhor capacitado. “O cara que lê o hidrômetro, que leva a conta, que vai consertar o vazamento, fazer uma ligação em casa tem que estar bem preparado. Se ele errar, se atender mal, compromete nosso nome”.

O presidente da estatal também afirma que muitos problemas são atribuídos à Compesa. “Várias empresas quebram o asfalto, fazem buraco. Tem a manutenção das prefeituras, as empresas que trabalham com gás, com telefonia, com TV a cabo. Vamos melhorar nossa eficiência, nossa velocidade no conserto e na reposição e qualidade do asfalto. Se precisar, vamos punir quem não fizer o serviço corretamente”. Outra medida importante foi a criação do Comitê de Imagem, que busca diminuir o número de reclamações dos clientes.

Na área de inovação e qualidade, o destaque vai para o programa de controle de perdas. Um aplicativo de celular coloca o cidadão mais próximo da empresa para comunicar vazamentos, falta d’água e tudo mais.

O controle por eficiência é rígido. Por mês, são realizados mais de 30 mil consertos, de vazamentos até desentupimentos de esgotos. Hoje, 98% das ocorrências de esgoto são atendidas em, no máximo, 48 horas.

Dentro do programa de governança, a Compesa adotou o mesmo modelo estratégico do Governo do Estado. Todo o planejamento é dividido nos comitês de gestão e de investimento. Neles, são promovidas reuniões em três níveis gerenciais da estatal, em torno de metas estabelecidas.

A PPP Cidade Saneada está nas mãos do diretor de Novos Negócios da Compesa, Ricardo Barreto. Ele é funcionário da estatal desde 1998

Para Roberto Tavares, o fato de ter organizado internamente a Compesa foi um dos pontos principais que levaram à conquista destes prêmios. “Em primeiro lugar, a meritocracia. Pode ter uma indicação política para determinada área, mas tem que ser da casa e ser competente. Se não for, ele sai. E os funcionários viram isso e começaram a acreditar em ter uma oportunidade para chegar em um lugar maior dentro da estatal”.

O Plano de Gestão de Recursos Humanos implantado na gestão de Roberto Tavares promoveu um fato inédito na história da Compesa: a participação nos resultados. “Os funcionários perceberam que se são mais eficientes, se controlam melhor o custo, se dão melhores resultados, vão ter sua parte no lucro da empresa”. O resultado sai no balanço do fim do ano e o pagamento é feito até o meio do ano seguinte.

Outro benefício vem na formação profissional, com investimento na qualificação dos funcionários. Mais de 50 pessoas estão fazendo especializações ou pós-graduações custeadas quase que totalmente pela Compesa.

GRANDES OBRAS – Com a possibilidade de buscar financiamentos, a Compesa deu início a grandes obras no Estado. A Barragem de Pirapama sempre foi um projeto difícil de sair do papel. As primeiras ideias surgiram em 1964, houve uma tentativa de criá-la em 1991 – não concretizada –, e em 2007 a obra finalmente foi iniciada e sua primeira etapa concluída em 2010.

Hoje, Pirapama aumentou em 50% a capacidade de produção de água em relação a toda a história da Região Metropolitana do Recife. E duas outras grandes obras consideradas essenciais para Pernambuco estão em andamento. A Adutora do Agreste é a maior obra hídrica em construção no Brasil. Será o maior sistema de abastecimento operado pela Compesa, sendo um dos maiores sistemas integrados do mundo.

Com a Adutora, 68 cidades e uma população de mais de 2 milhões de habitantes serão beneficiados. O investimento estimado pela estatal é de R$ 2,3 bilhões, com a implantação de 1.300 quilômetros de adutoras transportando água do Rio São Francisco às cidades.

Já o Programa Cidade Saneada é a maior Parceria Público-Privada (PPP) na área de saneamento do País. Tem investimento total de R$ 4,5 bilhões, sendo R$ 3,5 bilhões do parceiro Odebrecht Ambiental e R$ 1 bilhão do poder público.

O programa, que tem 35 anos de execução, vai beneficiar mais de 4 milhões de habitantes. A ideia é elevar a cobertura de esgotamento sanitário de 30% para 90% em 12 anos, com 100% de tratamento da água em todas as cidades da Região Metropolitana e Goiana. Outras grandes obras estão vinculadas ao Projeto de Sustentabilidade Hídrica de Pernambuco (PSHPE), com investimentos de US$ 190 milhões captados junto ao Banco Mundial.

Além do saneamento da bacia do Rio Ipojuca, com investimentos de R$ 330 milhões e que vai beneficiar 445 mil pessoas com rede de esgoto e 200 mil com a ampliação da oferta de água.

Algumas destas grandes obras estão nas mãos do diretor de Novos Negócios da Compesa, Ricardo Barreto. Funcionário de carreira na estatal, tendo entrado em 1998, ele acompanhou diretamente o fortalecimento da Compesa.

“Estamos passando por uma mudança estrutural impressionante. Vi momentos complicados na empresa, quando houve um processo de privatização que, felizmente, não foi bem sucedido. Essa foi a maior mudança estrutural que já vi em uma estatal. A Compesa cresceu como empresa, passando de um nível de estruturação que não deve a ninguém, com um período de investimentos nunca visto na história da companhia”.

A PPP é quem concentra maior atenção na Diretoria de Novos Negócios, ainda mais pelo alto volume de investimentos envolvido. Das quatro gerências, três trabalham exclusivamente no Cidade Saneada. “Esse é um desafio que tem prazo. Precisamos, em 12 anos, chegar a 90% de conclusão da obra. Tudo está sendo pensado para mudar o atual quadro do saneamento na Região Metropolitana”, explica Ricardo Barreto, que coordenou o grupo de trabalho ainda em 2011.

DEBÊNTURES – Ter bons indicadores econômicos acaba credenciando a Compesa a realizar diversas ações importantes para manter o ritmo de investimentos. A estatal já realizou duas operações de debêntures, sendo uma junto com o BNDES e outra com o Banco do Brasil.

“Vamos lançar outra emissão de debêntures, agora com licitação. Por conta do nosso papel ser mais valorizado, a gente vai para o mercado para ver quem cobra a menor taxa para dar esse dinheiro”, explica Roberto.

Não é à toa que a Compesa tem nota A+ da Standard & Poor’s. “Por conta deste momento do Brasil, que está na última faixa do grau de investimento, acabamos caindo um degrau, mas ainda assim estamos com força no mercado”. Em breve, a estatal finaliza a licitação para a contratação de uma empresa que fará o planejamento estratégico de 2016 até 2020.

Simone Melo: “Com investimento de R$ 50 milhões, a nova sede da Compesa empregou critérios de avaliação do desempenho ambiental de edifícios”

“Temos um plano de investimento ousado com o BID, com o Banco Mundial, obras com o Governo Federal. Temos o maior programa de saneamento em uma região metropolitana no Brasil. Tudo que fizemos foi com muita ousadia e tenho convicção de que, independente de quem esteja no comando, vamos continuar nesta linha”, finaliza Roberto Tavares.

Um projeto que já está em fase final de execução é o novo edifício-sede da Compesa. O prédio segue a proposta de prédio-inteligente, com mais de 24 mil metros quadrados de área construída, que terá certificação Leed de sustentabilidade ambiental.

“Sempre foi um desejo de todos os funcionários. A gente tinha o projeto, mas não o dinheiro. E não era justo tirar da tarifa o valor do investimento”, explica a diretora de Gestão Corporativa, Simone Albuquerque de Melo. Além da venda da folha de pagamento dos funcionários, a venda de duas áreas da Compesa na Rua da Aurora também serviu para reunir os recursos para a construção do prédio.

Com o novo edifício, as três áreas no Recife vão ficar concentradas em um único local. Serão 1.300 funcionários, dos quase 3.700 da Compesa, que estarão circulando na nova sede administrativa. “Vamos unificar áreas administrativas, juntar diretorias próximas à Presidência e reduzir custos, pois teremos uma redução em termos de segurança e terceirizados”.

Além de seguir todas as normas sustentáveis energéticas e ambientais, o prédio contará com o Universo Compesa, uma espécie de Museu da Água, que deve entrar no roteiro turístico da cidade. Um edifício-garagem será erguido ao lado, com vagas para os funcionários e um bicicletário.

“Vamos fazer campanhas para que a bicicleta seja o veículo mais utilizado. Mas, quem for de carro, pode participar do carona solidária, que terá vaga garantida no local”, afirma Simone.

Uma nova licitação será feita para transformar o atual local da sede em um centro de convivência do funcionário, com salas de treinamento, academias de ginástica, biblioteca e refeitório.

SECA – Mas, claro, não se pode deixar de entrar em um ponto que vem trazendo preocupações para o Governo do Estado: o tormento da seca. Água é um produto escasso. E a Compesa vende um produto que não fabrica, tira da natureza. Pernambuco tem um dos menores índices de disponibilidade hídrica do Brasil.

O Estado tem mais de 70% de seu território localizado no semiárido nordestino, área também denominada de Polígono das Secas. Se não chover nos próximos dois anos, a empresa terá que refazer todo o seu planejamento. E como qualquer outra região semiárida, o Nordeste passa por períodos de secas periódicas. Esta estiagem no Sertão já dura 4 anos.

Em Pernambuco, dos 173 municípios operados pela Compesa, 126 enfrentam algum tipo de racionamento e 50 cidades estão sendo atendidas total ou parcialmente por carros-pipa (sendo 18 cidades em estado total de colapso e outras 32 em pré-colapso), em uma região historicamente castigada pela seca.

“Esta é a grande preocupação nossa no momento. Um dos problemas vem do atraso na Adutora do Agreste. É a única obra que dá sentido à transposição do Rio São Francisco para Pernambuco. A ordem de serviço para esta obra foi dada em junho de 2013 e o prazo total de conclusão era o final deste ano”, afirma o presidente.

“Vamos virar o ano com apenas 40% da obra e sem horizonte de finalizá-la, diante da ausência de um cronograma para o desembolso dos recursos do Governo Federal para avançar. Isso poderia socorrer mais de duas milhões de pessoas residentes nas cidades. Vivemos uma situação de calamidade”.

Roberto Tavares confirma que a Compesa terá que trabalhar com o volume morto da barragem de Jucazinho, em Surubim, que hoje tem apenas 2,5% de sua capacidade para atender 15 cidades da região. Bem diferente de outras barragens, como Pirapama (com 97% de sua capacidade), Tapacurá (74%) e Botafogo (34%).

“Passamos por uma situação extrema no Agreste”. Segundo o presidente da Compesa, o governador Paulo Câmara solicitou ao ministro da Integração Nacional, Gilberto Occhi, o repasse pelo Governo Federal de cerca de R$ 800 milhões que faltam e que esse repasse mensal seja aumentado para que o Estado possa enfrentar a grave seca prolongada.

O dirigente da estatal tem consciência de que é preciso fazer muito mais para o Estado não ficar vulnerável à questão da seca. “Os fatores climáticos tendem a ser permanentes e extremos. Se não podemos mudar isto, precisamos aprender a conviver com eles”, finaliza Roberto Tavares.

Área do Terreno
22.699,15 metros quadrados

Área de construção
24.488,50 metros quadrados

Área verde
8.250,30 metros quadrados

Entrega
julho de 2016

Investimento
R$ 50 milhões

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