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Nos últimos quinze anos, Pernambuco vive um período virtuoso que turbinou sua economia. Um dos reflexos desse aquecimento foi o aumento significativo no número de eventos profissionais como congressos, seminários, palestras, feiras de negócios e workshops.

Nos últimos quinze anos, Pernambuco vive um período virtuoso que turbinou sua economia. Um dos reflexos desse aquecimento foi o aumento significativo no número de eventos profissionais como congressos, seminários, palestras, feiras de negócios e workshops. Não raro, esses encontros oferecem palestrantes internacionais que precisam de tradução simultânea, um serviço em que o mercado é liderado, há mais de duas décadas, pela Tisel do empreendedor Alan Costa Junior.

Por Drayton Nejaim | Foto de Bosco Lacerda

Alan Costa Júnior, líder do mercado de traduções simultâneas em Pernambuco

Costa Júnior morou durante quatro anos em Nashville, estado do Tennessee, Sudeste dos Estados Unidos, onde se graduou em Geologia na Universidade de Vanderbilt, período em que acompanhou o doutorado em Letras de seu pai, professor da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). A primeira experiência involuntária como intérprete aconteceu em Nova Iorque, no edifício da ONU, quando traduziu um trecho de uma seção para o avô, sob o olhar orgulhoso da família.

Voltou ao Recife e tornou-se estudante de mestrado. No curso, começou a traduzir textos técnicos para colegas e professores. Inquieto para trabalhar e aguardando a validação do diploma americano, decidiu participar de um teste para tradutor no Metrorec. Passou em primeiro lugar e, como a remuneração era bem maior que a bolsa que recebia da Capes, decidiu trancar o mestrado, que nunca mais reabriria.

O período Metrorec aconteceu de 1982-1984, quando conheceu a organizadora de eventos Gilka Sampaio. Ela organizava naquele momento um Congresso de Cardiologia e enfrentava um problema com seu fornecedor do serviço de interpretação simultânea. Gilka contratou Alan para substituí-lo. Ele trabalhou sozinho três dias consecutivos, oito horas por dia, no Teatro Beberibe, e ganhou US$ 100 por diária. O evento e a tradução foram um sucesso, e a partir dali as portas se abriram para Costa Júnior, que começou a ser convidado por outras empresas de eventos que faziam a cena da época, como Prisma e Cejen.

O trabalho com tradução simultânea tomou conta da agenda. Costa Júnior chegou a se empregar na Phillips, na área de importação e exportação, por apenas seis meses, pedindo demissão pela falta de capacidade para conciliar as atividades. Seguiu seu caminho trabalhando em eventos, fazendo traduções inscritas e dando aulas de inglês, período em que atendeu a muitas demandas acadêmicas. “Naquela época, quem falava inglês fluente em Recife era um marciano”, exemplifica Costa Júnior, com o seu habitual bom humor. Em 1986, Gilka Sampaio colocou para ele um desafio: treinar e liderar uma equipe de tradução simultânea para um megaevento. O evento foi exitoso e a experiente empresária incentivou o jovem intérprete a abrir sua empresa.

Costa Júnior pediu autorização aos pais e abriu a empresa dentro de casa. Nascia a Tisel, nome sugerido por um amigo que agrupou as letras que iniciam as palavras: tradução, interpretação, simultânea, escrita e limitada (tipo de empresa aberta). Começou com três colaboradores e passou uma década atuando sozinha no mercado. Neste período, Costa Júnior exercitou outra competência, a de se relacionar. Construiu uma relação pessoal com seus clientes, representantes de empresas organizadoras de eventos e grandes instituições como consulados, universidades e federações.

Quando a concorrência se apresentou, a Tisel já havia consolidado uma estrutura operacional e um padrão de serviço que, somado ao relacionamento construído com o trade, garantiu sua liderança. Hoje ocupa dois andares num edifício comercial no bairro do Cordeiro, com 14 colaboradores diretos e 22 intérpretes freelancers, geralmente professores de inglês, espanhol, francês, italiano e alemão. Até hoje, o maior evento atendido pela empresa foi o Congresso Brasileiro de Cardiologia, em 1992, ocasião em que montou uma operação que atuou simultaneamente em 11 auditórios com aproximadamente 3 mil fones de tradução.

Além da sede, a empresa mantém filiais em Salvador e Fortaleza, e obteve um faturamento superior a R$ 1 milhão em 2012. “Atendemos a 90% dos eventos profissionais do Grande Recife. Deste total 60% acontece no Recife e 40% em Porto de Galinhas/Muro Alto”, informa o empreendedor.

Negócios PE - 27ª Edição
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