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Um futuro melhor

Por Ricardo Correia
Foto: Germana Soares

Para uma instituição que tem como um dos seus pilares a defesa do Estado democrático de direito e que, ao longo dos anos, vem cumprindo esse seu papel no campo social, não deveria ser difícil também atender aos anseios da classe que representa: nós os advogados.

O isolamento de alguns gestores envolvidos em projetos pessoais levou ao afastamento da categoria do seu órgão máximo de representação, fenômeno presente em vários Estados brasileiros.

Hoje Pernambuco conta com mais de 20 mil advogados ativos, sendo suficiente referir que anualmente uma média crescente de 1.800 novos profissionais ingressam no mercado pernambucano. Se projetarmos esses dados para o futuro, parece claro que o grande desafio de hoje e de amanhã será também compreender e atender às necessidades de todos.

Para tanto, algumas premissas apresentam-se incontornáveis, e podemos, de forma bastante abreviada, elencá-las em três grupos. O primeiro passa pela valorização do advogado, com seu aperfeiçoamento, melhor remuneração, defesa intransigente das prerrogativas e resgate de sua autoestima. O segundo pela desoneração da profissão. E o terceiro pela reinclusão do advogado na vida da OAB.

No primeiro grupo, em face da proletarização gradativa que vem atingindo nossa profissão, apresenta-se premente a necessidade de valorizar a classe através de medidas concretas, como campanhas periódicas de conscientização sobre a importância do advogado; oferecimento contínuo de cursos de reciclagem subsidiados; enfrentamento radical do problema da baixa remuneração, seja pelo mercado ou pelas absurdas sentenças que aviltam o nosso trabalho; e defesa das prerrogativas, que deve ser elevada ao seu grau máximo, de forma que possamos agir judicialmente contra qualquer autoridade que insista em afrontá-las.

A desoneração da profissão, por sua vez, vem sendo também por nós defendida há tempos, tendo sido assim quando nos posicionamos pelo fim da anuidade para as sociedades de advogados e sua redução nos demais casos. A OAB, através de sua força motriz, pode e deve ser uma grande indutora de projetos para os advogados. Como exemplo concreto, citamos o Recorte Digital, importante ferramenta de trabalho sem custo para o advogado e para a própria Ordem.

Nessa mesma linha temos outros projetos a serem implantados, como o Anuidade Zero (existente em outros Estados e consistente na reversão dos pontos do cartão de crédito para abatimento das anuidades, pagamento de cursos e aquisição de livros), e a NewsLetter Jurídica (que fornecerá as normas legais publicadas, artigos de repercussão nacional, sentenças, súmulas e novidades do mundo jurídico).

Finalmente, precisamos reincluir o advogado na vida da Ordem. Para tanto vamos implantar o OAB Participativa, onde, pela primeira vez, a categoria vai estabelecer as prioridades dos investimentos da OAB-PE, cuja receita chega a R$ 20 milhões na gestão.

Com essas medidas, e várias outras a serem adotadas, não temos dúvida de que teremos um futuro melhor.

 

Ricardo Correia é advogado, conselheiro federal da OAB e candidato à presidência da Ordem na Seccional Pernambuco.

ricardo@correiadecarvalho.com.br

Sociedades dos Advogados - 2ª Edição
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