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Entrevistas » Negócios PE - 33ª Edição

Um pacto pela vida

5 perguntas para José Luiz Ratton que pensou e articulou o Programa Pacto Pela Vida

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José Luiz Ratton é Doutor em Sociologia, professor da Universidade Federal de Pernambuco, coordenador do Núcleo de Estudos e Pesquisas em Criminalidade, Violência e Políticas Públicas de Segurança da UFPE e membro do Conselho Administrativo do Fórum Brasileiro de Segurança Pública.

Como foi seu primeiro contato com Eduardo Campos?

Logo após a vitória nas eleições de 2006, recebi um convite para uma conversa em sua casa sobre a situação da violência e da criminalidade em Pernambuco e as perspectivas de construção de uma Política Pública de Segurança no Estado. Já existia no Programa de Governo do então candidato um compromisso pessoal de Eduardo Campos coordenar diretamente a construção dessa Política. Conversamos mais de duas horas, na presença de alguns dos futuros integrantes do núcleo central do Governo. Poucos dias depois deste encontro, recebi o convite para ser seu assessor especial para a área de Segurança Pública.

Como foi estruturado o Pacto pela Vida?

As primeiras conversas contaram com a participação do secretário de Defesa Social, Romero Menezes, e de outros secretários, no sentido de estabelecer os valores gerais da Política Pública de Segurança de Pernambuco: compromisso com a redução das mortes violentas, atuação policial ao mesmo tempo eficiente, integrada e respeitadora dos Direitos
Humanos, incorporação de procedimentos de produção da informação e de mecanismos de gestão integrada, atuação combinada no campo da repressão qualificada do crime e da prevenção social da violência. Feito isso, passamos a
coordenar um diálogo estruturado e amplo com todos os setores da sociedade civil pernambucana (movimentos sociais, organizações não-governamentais, igrejas, associações, sindicatos etc.), com a participação de todas as esferas do Estado, Judiciário, Ministério Público, Assembleia Legislativa, prefeituras e Governo Federal.

Então como fruto deste diálogo...

Surgiu o Pacto pela Vida, a primeira Política de Segurança Pública de Pernambuco, com diagnóstico, indicadores, metas, projetos, prazos, responsabilidades e prioridades. A prioridade número um era reduzir a criminalidade violenta em Pernambuco (especialmente os homicídios) e tornar Pernambuco um Estado seguro.

O senhor é um intelectual da academia convidado por Eduardo Campos para ajudar a segurança pública. Qual a sua visão dele como gestor?

Eduardo Campos combinava, de forma raríssima, um conjunto de qualidades nobres ao exercício da política: carregava um compromisso inequívoco com a democracia, a justiça social e os direitos humanos, era uma liderança carismática como poucas, excepcional articulador e revelou-se um gestor competentíssimo e arguto. Eduardo tinha uma enorme capacidade de diálogo e de agregação de pessoas em torno dos projetos que comandava. Sabia ouvir, aprendia e incorporava o que achava relevante, estudava e se preparava para formular em cada área do Governo. Ademais, tinha um talento singular para resolver problemas sem abrir mão dos valores em que acreditava, articulando o detalhe do momento presente com uma visão do futuro imediato e do longo prazo. Quando era preciso, sabia cobrar, de forma contundente. Era um político que praticou a Política com P maiúsculo.

Pode dar o seu depoimento sobre como foi a experiência de trabalhar diretamente com ele?

Eduardo conhecia profundamente o Estado de Pernambuco e se preparava muito antes de cada reunião do Pacto pela Vida coordenada por ele. Quando estava sentado à mesa do Comitê Gestor do Pacto pela Vida, apontava cada indicador que estava abaixo das expectativas, discutia a realidade de cada município de Pernambuco com propriedade. Isso tinha um efeito muito positivo sobre todos: policiais, gestores, coordenadores dos programas de prevenção da violência. Ele tinha uma forma cativante, direta e bem humorada de resolver os problemas diários da gestão. Muitas vezes, nessas reuniões periódicas do PPV, quando alguém levantava algum tipo de questão ou fazia algum tipo de observação crítica (e isto aconteceu comigo várias vezes), Eduardo imediatamente designava o interlocutor como um dos responsáveis para resolver o imbróglio, encontrar as saídas, definindo imediatamente encaminhamentos e prazos. A história da Segurança Pública em Pernambuco está dividida em dois momentos: antes de Eduardo Campos e do Pacto pela Vida e depois de Eduardo Campos e do Pacto pela Vida.

Negócios PE - 33ª Edição
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